M?dica paraibana anuncia testes de vacina contra dengue em humanos; veja entrevista

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A médica paraibana Maria de Lourdes de Sousa Maia, infectologista que coordena o setor de pesquisas clínicas da unidade de Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, que atua na área de desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, anunciou na noite desta quinta-feira (26), quando também foi entrevistada no Jornal da Correio, na TV Correio HD, que a Fiocruz, em parceria com a multinacional GlaxoSmithKline, da Bélgica, começará em breve os testes em seres humanos. Veja entrevista abaixo.

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Maria de Lourdes, que é mestre em Pesquisa Clínica, revelou que atua no desenvolvimento da vacina há três anos com a equipe de pesquisadores que coordena. Ela explicou as etapas pelas quais os trabalhos têm de passar.

“Primeiro desenvolve a molécula, depois você faz testes em cobaias (pré-clínico) e, depois disso, você entra nos testes clínicos (seres humanos)”, disse a infectologista.

Ela detalhou como ocorrem os testes em seres humanos, que são divididos em três fases, as quais só podem ser transpostas com o acompanhamento e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

De acordo com Maria de Lourdes, na Fase 1 os pesquisadores vão ver a segurança da vacina, avaliando se ela não tem efeitos nocivos aos seres humanos. Essa etapa envolve testes em menos de 100 pessoas. Na Fase 2, a pesquisa vai ver se a vacina realmente protege e dá anticorpos (300 a 500 pessoas). Na Fase 3, quando a vacina é testada em milhares de pessoas, caso tudo dê certo, é pedido o registro da vacina.

Depois dos testes clínicos e de um amplo relatório, os resultados são encaminhados para a Anvisa. Só quando a agência fizer um registro é que poderá ser usada a vacina. Maria de Lourdes prevê que até 2019 a vacina já possa estar regularizada para a aplicação na população.

A médica revelou que a Fiocruz está fazendo estudos epidemiológicos nos estados e tem constatado que 80% da infestação do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue) ocorre dentro das casas. “É importante combater o mosquito. A vacina é um instrumento de combate a uma doença que mata, mas que pode ser evitada se eliminarmos o vetor”, ressaltou a infectologista.

Os resultados da fase atual de pesquisas ainda não puderam ser divulgados, mas, conforme a médica, a grande dificuldade dos pesquisadores é desenvolver uma vacina que promova imunização contra os quatro sorotipos da dengue conhecidos.

A Fiocruz não detém a exclusividade do desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. Outros institutos como o Butantã, em São Paulo, que também já está na fase de testes em humanos, fazem pesquisas paralelas para que se possa chegar, o quanto antes, a um resultado satisfatório.

Confira entrevista:


 

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