Moro revela acervo em museu só com obras de artes apreendidas com réus da Lava Jato

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela investigação da Operação Lava Jato, disse neste sábado (28) que a prisão de investigados não basta para combater a corrupção no país. De acordo com o juiz, também é necessário recuperar os valores desviados pelos criminosos, por meio de acordos de cooperação internacional ou de delação premiada.

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Ele fez um paralelo da operação Lava Jato com a palestra ‘A Arte do Roubo: Lavagem de Dinheiro, Obras de Arte e Corrupção’, feita antes de sua fala pelo procurador do Ministério Público de Contas, professor Marcílio Franca. Sérgio Moro disse que, guardadas as proporções, o confisco de obras de artes em poder de condenados na operação Lava Jato permitiu um acervo do museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR). Os réus não conseguiram provar a origem das peça.

Moro participou de uma conferência internacional sobre combate à corrupção em João Pessoa, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), neste sábado (28). O juiz destacou a importância dos acordos de cooperação internacional, principalmente com a Suíça, para repatriar ao Brasil recursos desviados da Petrobras para contas secretas no exterior.

“Se os países não cooperam, simplesmente não se tem a prova do crime e não se tem a possibilidade de recuperar esses ativos. É certo que parte do caminho do dinheiro foi descoberto através da colaboração de alguns desses indivíduos, que resolveram colaborar com a Justiça, mas, como se sabe, mesmo quando se tem essa colaboração, é sempre necessária ter a prova dessa colaboração e essa prova, às vezes, é baseada em documentos de registros bancários”, explicou.

De acordo com levantamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram repatriados para o Brasil até o momento R$ 2,9 bilhões por meio de acordos de colaboração.

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