Morte de agente da Lei Seca completa uma semana e suspeito do caso está solto

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A madrugada deste sábado (28) marcou uma semana do atropelamento do agente Diogo Nascimento, atingido por um Porsche durante uma blitz da Lei Seca no bairro do Bessa, Zona Leste de João Pessoa. Diogo morreu na noite do domingo (22), após ficar internado no Hospital de Emergência e Trauma da Capital. O suspeito de mata-lo é Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva, de 24 anos, que continua solto após um habeas corpus concedido pelo desembargador Joás de Brito Filho, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Leia também: Grupos fazem mais um protesto por justiça em caso de agente atropelado em JP

O caso de Diogo Nascimento começou na madrugada do dia 21 deste mês, quando agentes da blitz solicitaram que o suspeito do crime parasse para averiguações. Porém, Rodolpho Carlos da Silva teria acelerado e atingido Diogo, que foi atropelado e jogado para cima, caindo no chão com diversos ferimentos pelo corpo, sendo socorrido em estado grave para o Trauma.


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Em fuga após o crime, o suspeito teria ido para casa, onde teria guardado o veículo na garagem de um condomínio do bairro de Manaíra. Acionada, a Polícia Civil iniciou investigações e localizou o suspeito após encontrar a placa do veículo, que havia caído no local da blitz após o atropelamento.


Carro encontrado e pedido de prisão

O veículo envolvido no acidente foi encontrado, na tarde de sábado, no condomínio e apreendido pela polícia para realização de perícia, porém o suspeito não havia sido localizado.

Já na noite de sábado, a juíza Andrea Arcoverde, plantonista do 1º Juizado Especial Misto do Fórum de Mangabeira, em João Pessoa, decretou a prisão temporária de Rodolpho Carlos da Silva.


Rodolpho ganha habeas corpus; Diogo morre

A reviravolta do caso veio às 3h da manhã do domingo, quando o desembargador Joás de Brito Filho concedeu habeas corpus ao suspeito, livrando o suspeito da prisão temporária e concedendo prazo de 72h para que ele se apresentasse à polícia. A alegação do desembargador para o habeas corpus foi de “bons antecedentes”.

Ainda no domingo, com quadro neurológico considerado gravíssimo, o Trauma abriu protocolo de morte encefálica para o agente. Por volta das 18h, o hospital comunicou à família e confirmou a morte de Diogo Nascimento.


Protestos e enterro marcam adeus a Diogo

A segunda-feira (23) começou com protesto de familiares, amigos e agentes de trânsito de diversos órgãos contra o habeas corpus concedido ao suspeito. O primeiro protesto foi seguido pelo velório e sepultamento de Diogo Nascimento.


Procurador pede reconsideração do habeas corpus

O procurador José Rosendo Neto, do Ministério Público da Paraíba (MPPB), protocolou pedido de reconsideração do habeas corpus concedido ao suspeito. Porém, o pedido foi rejeitado pelo desembargador Joás de Brito.

Ainda na segunda, o então delegado do caso, Marcos Paulo, afirmou que Rodolpho Carlos da Silva vai responder por homicídio doloso qualificado pelo atropelamento e morte de Diogo.


Rodolpho Carlos se cala em interrogatório

Recebido com gritos de ‘assassino, Rodolpho Carlos da Silva se apresentou, na manhã da terça-feira (24), na Central de Polícia Civil, mas não respondeu aos questionamentos da polícia e disse que só falaria em juízo.


Crime é destaque no Cidade Alerta nacional

Na quarta-feira (25), o atropelamento e morte de Diogo Nascimento foi destaque do programa Cidade Alerta nacional, da Record TV.

“A Justiça que havia decretado a prisão preventiva é a mesma que, quando ele se apresenta, dá um habeas corpus para ele sair pela porta da frente [da delegacia]. Isso e chama Brasil”, disse o apresentador do programa, Marcelo Rezende.


Polícia e MPPB pedem nova prisão

Na tarde dessa quinta-feira (26), a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) pediram novamente a prisão de Rodolpho Carlos da Silva. O pedido foi remetido ao 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, que escolherá o juiz responsável por analisar, deferir ou indeferir a prisão.

“Os indícios de autoria estão colaborados pelos elementos de informações constantes destes autos, sobremodo pelas declarações de testemunhas/declarantes. Destarte, um carro, como arma, instrumento do crime, numa blitz, para não ser multado, por alguma situação preexistente de ilegalidade, ou mesmo, por desrespeitar a nobre e educativa função de agente de trânsito, é um acusado que ostenta comportamento demais pernicioso”, afirmou a promotora Artemise Leal, que assinou, pelo MPPB, o parecer favorável a prisão.


Crime causou revolta e emoções

A repercussão do atropelamento e morte do agente Diogo Nascimento revoltou os paraibanos, que se manifestaram não só nos protestos na Capital, mas, também, pelas redes sociais, como a fanpage do Portal Correio no Facebook.

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