Na contramão do país, Paraíba fecha 1,1 mil postos de trabalho em fevereiro

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A Paraíba fechou mais de 1,1 mil postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Números vão na contramão do país, que registrou crescimento nas contratações.

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De acordo com o Correio Online, o estado ocupa o terceiro lugar no ranking no Nordeste, já que Piauí e Ceará foram os únicos a criarem vagas de emprego formal no período, com 178 e 64 postos abertos, respectivamente. No Brasil, Paraíba ficou em 17º lugar no levantamento.

Embora seja negativo, o número mostra sinais de recuperação em comparação ao mês anterior, quando foram fechados 6.438 postos de trabalho com carteira assinada no estado. Além disso, em fevereiro de 2016 foram fechadas 6.672 vagas formais, o pior resultado da Paraíba desde 2003, de acordo com a série história divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado de 2017, foram fechados 7.552 postos de trabalho, uma variação negativa de 1,89% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A agropecuária e a indústria da transformação foram os setores que puxaram a queda no trabalho formal na Paraíba, com 798 e 502 vagas fechadas, respectivamente. Por outro lado, os setores que obtiveram resultados positivos no período, ou seja, contrataram mais do que demitiram, foram construção civil (292) e serviços (283). Os dados do Caged também mostram que no período avaliado, a Paraíba registrou 9.499 admissões e 10.645 desligamentos.

Santa Rita perdeu mais empregos

Pelo segundo mês consecutivo, o município de Santa Rita foi o que perdeu mais empregos formais na Paraíba, com o fechamento de 425 vagas. Além disso, Mamanguape também registrou alta taxa de fechamento de vagas, com menos 124 postos de trabalho. Outras cidades que registraram mais demissões que admissões no mercado de trabalho formal foram: Esperança (-44), Bayeux (-38), Guarabira (-33), Sousa (-26), Campina Grande (-8), Pombal (-5), Cabedelo (-3) e São Bento (-3).

Por sua vez, os municípios que, mesmo diante de um contexto de perdas conseguiram criar postos de trabalho com carteira assinada estão: João Pessoa (72), Monteiro (51), Patos (37), Cajazeiras (15), Queimadas (9), Solânea (5) e Sapé (4).

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