Na PB, Temer antecipa 2018: ?N?o queremos ser mais fiadores da governabilidade?

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Uma nova eleição para presidente da República só acontecerá em 2018, caso a presidente Dilma Rousseff (PT) vença, até lá, os processos que correm contra ela no Congresso Nacional e no Tribunal Superior Eleitoral, mas o PMDB já trabalha o discurso pela unidade para conseguir apoio de todas as lideranças do partido e lançar candidatura própria na próxima eleição presidencial. O maior líder deles, o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, na Paraíba fez campanha aberta para o pleito de 2018.

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Mesmo afirmando que já resolveu as divergências com a presidente, divulgadas no ano passado através de uma carta, Michel Temer, sob aplausos de filiados, enfatizou que os peemedebistas não serão mais “fiadores da governabilidade”. “Nós queremos ser o governo para aplicar diretamente nossas mensagens, por isso que quando se fala que em 2018, nós teremos candidato a presidente da República; os aplausos vêm imediatamente”, declarou nesta sexta-feira (29), na sede do Diretório Municipal do PMDB de João Pessoa.

Para o vice-presidente, além de um direito, é um dever do PMDB ocupar a presidência em 2018 e, para isso, segundo ele, será necessário que o partido lance e vença as eleições para prefeito no maior número de municípios possíveis no país. “Está no sentimento, na alma, no coração, no raciocínio de todos os peemedebistas de que nós temos o dever, mais do que o direito, o dever de ocupar a presidência da República em 2018. Evidentemente que isso passa pelo fenômeno eleitoral, passa pelas eleições de 2016”, discursou.

Apesar da campanha aberta, ele garantiu que não irá romper com o governo federal. “Não é hora de romper com o governo. O PMDB é um partido que tem responsabilidade com o país e nós comentávamos que na política se tem valores. Você tem o valor partido político, valor governo, o valor país e o maior deles agora é o valor país. No valor país, o PMDB e toda a sociedade deve se unir. Nós queremos trabalhar e ajudar o governo a sair desta crise, mas sequencialmente, quando chegar em 2018, nosso objetivo é ter candidato próprio”, disse.

Questionado se seria o nome a ser lançado nas próximas eleições, Michel Temer desconversou e afirmou que irá trabalhar para que o PMDB tenha um candidato apoiado por todos do partido. “Não sou candidato a presidente da República. Eu almejo que o PMDB tenha um candidato. Seria um trabalho muito saudável e útil para o país, porque o PMDB tem um poder político extraordinário no país e merece chegar à presidência da república”, arrebatou.

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