Nível de Boqueirão para de cair e CG começa a receber vazão maior no abastecimento

Para o presidente da Aesa, João Fernandes, o resultado da medição mostra que as retiradas de água, incluindo o percentual perdido com a evaporação, foram compensadas com a recarga da transposição

Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente | Em 19/04/17 às 11h59, atualizado em 19/04/17 às 12h01 | Por Alexandre Freire
Divulgação/Aesa
Água do Rio São Francisco começa a ocupar Boqueirão

O nível do açude Epitácio Pessoa, localizado na cidade de Boqueirão, a 185 quilômetros de João Pessoa, parou de cair, como vinha acontecendo diariamente, após o reservatório receber as água do rio São Francisco, na noite dessa terça-feira (18).

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De acordo com a medição feita na manhã desta quarta-feira (19) pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o açude está com 11,974 metros cúbicos de água, o que corresponde a 2,90% de sua capacidade máxima, que é de 411.686 metros cúbicos de água.

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Para o presidente da Aesa, João Fernandes, o resultado da medição mostra que as retiradas de água, incluindo o percentual perdido com a evaporação, foram compensadas com a recarga da transposição. Segundo ele, a condição já permite o aumento na distribuição de água para Campina Grande e região. Até essa terça-feira (18), o volume liberado para a cidade era de 650 litros de água por segundo.

“A partir de hoje [quarta (19)] já estaremos liberando 850 litros por segundo para Campina Grande, o que já é um ganho muito significativo se formos levar em consideração que as águas do São Francisco chegaram a Boqueirão às 8 horas da noite”, destacou.

João Fernandes também disse que a meta é conseguir transferir cerca de 1,3 mil litros de água por segundo, num prazo de até 90 dias. “Está tudo dentro do nosso cronograma, e continuamos trabalhando para poder, quem sabe, antecipar esses prazos”, comentou.

Sobre a diminuição do racionamento em Campina Grande e nas cidades abastecidas pelo açude de Boqueirão, João Fernandes disse que essa é uma atribuição da Cagepa, mas acredita que o desligamento do sistema, que hoje acontece na tarde do sábado, certamente já tem condições de ser feito aos domingos.

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