Embargada obra de hotel que oferece risco de desastre em falésia de JP

Medida tomada, segundo a gestão municipal, visa garantir a segurança e preservação ambiental da Falésia do Cabo Branco

Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente | Em 18/05/17 às 22h18, atualizado em 18/05/17 às 22h24 | Por Redação
Reprodução/Katiana Ramos (Correio da Paraíba)
Nova cratera aberta na barreira do Cabo Branco

A Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da Secretaria de Planejamento, embargou, na tarde desta quinta-feira (18), a obra da construção de um hotel na praia de Cabo Branco, na Zona Leste da cidade. A medida, segundo a gestão municipal, visa garantir a segurança e preservação ambiental da Falésia do Cabo Branco, pois, de acordo com vistoria da área e parecer técnico da Defesa Civil, foi constatado perigo iminente de desastre no local em virtude da possível continuidade das obras do empreendimento.

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A decisão se baseia no Parecer Técnico nº 008/2017, com fundamento na Lei 1.885/73, que regulamenta o Código de Obras do Município e, segundo a secretária de Planejamento, Daniela Bandeira, deve ser cumprida imediatamente. “Considerando a fragilidade daquela área, do ecossistema local, que está em processo de erosão, a Defesa Civil emitiu um laudo onde aponta os riscos e solicitou à Seplan o embargo para paralisar de imediato as obras”, afirmou.

A secretária ainda explicou que quando houve a decisão judicial determinando a continuidade da obra e orientando que fossem concedidos os alvarás e licença ambiental, ainda não havia declaração de emergência para aquela área. “Essa declaração aconteceu primeiro em 2014 e depois houve uma renovação do decreto em 2017. Isso é um fato superveniente à decisão judicial. Ou seja, não havia ainda uma caracterização de emergência e os desabamentos constantes, como agora”, declarou.

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Os responsáveis pelo empreendimento têm 10 dias para recorrer administrativamente e apresentar as contrarrazões. “Acreditamos que o embargo será mantido, pois o laudo da Defesa Civil está muito bem embasado e apontando os possíveis danos que ocorreriam”, destacou a secretária.

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