UEPB em crise estuda suspender chamada de 2,7 mil novos alunos para cortar custos

Segundo o reitor, medida é drástica, mas necessária para economizar

Emprego e Educação | Em 11/01/17 às 18h06, atualizado em 11/01/17 às 18h09 | Por Halan Azevedo
Portal Correio
UEPB

A crise financeira deve forçar a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) a suspender, a partir deste ano, a primeira entrada de novos alunos na instituição, o que cortaria 2,7 mil novas vagas no ensino superior no estado. A informação foi dada ao Portal Correio pelo reitor da UEPB, Rangel Júnior, na tarde desta quarta-feira (11).

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Segundo o reitor, a retirada de uma entrada anual de alunos é necessária para reduzir os gastos da instituição com professores e funcionários temporários em meio a um panorama de crise financeira. A medida é considerada, pelo próprio reitor, como drástica.

“Estamos em discussões internas sobre essa possibilidade. Atualmente, temos duas entradas anuais de alunos, o que implica 2,7 mil vagas por entrada. Em apenas um novo período, se abrirmos 45 novas turmas na UEPB, iremos abrir mais 900 horas-aula, sendo necessária a contratação de 60 a 70 novos professores temporários para ministrar essas aulas, fora outros funcionários, o que é um gasto enorme em um cenário de incertezas financeiras”, contou o reitor.

De acordo com o reitor, os atuais contratos dos professores temporários vão até o fim do período 2016.2, que termina em 12 de maio deste ano; os técnico-administrativos temporários têm contrato até junho deste ano. Em ambas as funções, grande parte dos contratos não serão renovados por falta de dinheiro.

“Temos que reduzir o número de professores e técnico-administrativos temporários porque não teremos dinheiro para pagar a estrutura atual de pessoal se continuarmos como estamos. São medias drásticas, mas que devem ser tomadas para garantir a funcionalidade da instituição", afirmou Rangel Júnior.

Rangel Júnior disse ainda que outras medidas de contenção de gastos são discutidas, mas que a UEPB não pensa em fechar unidades. “É uma série de fatores que precisam ser levados em consideração, como o repasse de recursos federais ao Estado e as condições econômicas do Brasil para que possamos saber como estaremos mais para frente. Porém, a necessidade atual é de um impacto financeiro na universidade e, por isso, a retirada de uma entrada de novos estudantes é a possibilidade real do momento, com corte iniciando no período 2017.1”, concluiu.

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