Abandono de pontos turísticos do Centro Histórico de João Pessoa afasta visitantes

Lixo, formigueiros em praças e esgotos são problemas que afastam turistas do Centro da Capital

Entretenimento | Em 20/01/14 às 08h49, atualizado em 20/01/14 às 11h39 | Por Jornal Correio da Paraíba/Ainoã Geminiano
Jornal Correio da Paraíba/Nalva Figueiredo
Abandono de pontos do Centro da Capital afastam turistas

O Centro Histórico de João Pessoa, que já chegou a receber até 10 ônibus de turistas por dia, está se tornando um espaço vazio e sombrio. O abandono dos equipamentos públicos tem afastado os visitantes e dado espaço ao lixo, calçadas e bancos quebrados, espaços invadidos e até esgoto a céu aberto. Em uma das praças, localizada em um dos trechos mais movimentados da cidade baixa, formigueiros tomaram o lugar do gramado. Um morador que se aventurou a visitar uma dessas praças desabafou dizendo que a gestão municipal está focada em festas e esquecendo de cuidar da cidade.

Calçada é ocupada por fiteiros

Quem mora nas proximidades da delegacia de polícia do Conjunto Ernestro Geisel, em João Pessoa, está sendo obrigado a correr risco de atropelamento, todas as vezes que precisar se deslocar ao mercado público, ou ao principal supermercado do bairro ou até mesmo à parada de ônibus. Isso porque a calçada que fica na frente do colégio Francisco Gomes de Lima, na Rua Petrônio de Figueiredo, está tomada por fiteiros, tonéis de lixo, expositores de mercadorias e postes, obrigando as pessoas a caminhar pelo meio da rua, disputando espaço com os carros. No local há inclusive relatos de atropelamentos ocorridos por conta dessa situação e os comerciantes dizem que aguardam uma solução da Prefeitura.

O técnico em telefonia Jackson da Silva e sua mulher, Jéssica da Silva, voltavam do supermercado, caminhando pelo asfalto, enquanto ela o empurrava contra os carros estacionados, com medo de ser atingida pelos veículos em movimento. Isso porque não havia espaço para que eles percorressem o trajeto usando a calçada. “Agente anda pela rua com medo o tempo todo. Já vimos acontecer vários atropelamentos de alunos aqui, em dias que de aula, porque não tem espaço para eles saírem pela calçada”, contou Jackson.

O aposentado Adilson Alves, de 59 anos, também se arriscava na caminhada pelo meio da rua, indo fazer compras no supermercado. Disse que tinha ido para a pista porque, no momento em que tentou subir na calçada, havia alguém fazendo compras no primeiro fiteiro e o espaço não é suficiente para duas pessoas. “Se agente tentar andar pelo pedaço da calçada que restou e vier alguém de lá pra cá, um dos dois tem que escolher se segue aqui em cima ou se vai para o meio da rua”, explicou. Toda essa dificuldade, segundo ele, é para conseguir chegar à faixa de pedestres, que permite a travessia da Rua Petrônio de Figueiredo, e tentar completar o trajeto.

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