Hospital da FAP fica sem repasse e pode deixar de entregar remédios; Estado explica

De acordo com o presidente da FAP, Hélder Macedo, o convênio deste ano com o governo do Estado ainda não foi renovado e por isso a instituição está, até o momento, sem receber os recursos

Saúde | Em 16/05/17 às 07h11, atualizado em 16/05/17 às 07h14 | Por Alexandre Freire
Reprodução/Google Street View
Hospital da FAP em Campina Grande

Pacientes atendidos pela Fundação Assistencialista da Paraíba (FAP), na cidade de Campina Grande, a 130 quilômetros de João Pessoa, poderão ficar sem receber os medicamentos quimioterápicos utilizados no tratamento contra o câncer.

Leia mais Notícias no Portal Correio

De acordo com o presidente da FAP, Hélder Macedo, o convênio deste ano com o governo do Estado ainda não foi renovado e por isso a instituição está, até o momento, sem receber os recursos. Ele revelou que a documentação está sendo analisada pela administração estadual antes da homologação do contrato.

Outra dificuldade apontada por ele é a redução no valor a ser repassado para a fundação. Hélder lembrou que em 2016 o governo destinou cerca de R$ 840 mil, enquanto que este ano sinaliza com o repasse de R$ 560 mil.

Questionado como está garantindo a compra dos medicamentos para os pacientes, Hélder disse que a instituição vem realizando remanejamentos para impedir que haja solução de continuidade no serviço. ”Realizamos cerca de cinco mil procedimentos por mês, e estamos enfrentando sérias dificuldades para manter o serviço em dia. Só com a compra desses medicamentos, a FAP gasta mais de R$ 3 milhões por ano”, revelou.

Hélder também disse que não recebeu nenhuma previsão do governo do Estado para que o repasse seja feito.

Estado explica redução de repasse

Em contato com o Portal Correio, a Secretaria de Saúde disse que o convênio com a instituição foi assinado na última quinta-feira (11) e que só falta ser publicado Segundo a Saúde, apesar da crise econômica que atinge o país o governo estadual manteve o convênio com a FAP na ordem de R$ 594 mil ao ano.

Este valor sofreu uma redução por conta da contenção de gastos adotada através da portaria 37.208, de janeiro deste ano, que determinou um corte em 30%que atingiu todas as áreas da administração, inclusive os convênios.

Ainda segundo a Secretaria de Saúde, os municípios possuem gestão plena na saúde e recebem diretamente do Ministério da Saúde, 92,5% de todos os recursos destinados pela Pasta.

Leia mais notícias em portalcorreio.com.br, siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e veja nossos vídeos no Youtube. Você também pode enviar informações à Redação do Portal Correio pelo WhatsApp (83) 9 9130-5078.

Atenção

Fechar