ONG que assiste portadores de HIV diz que está sem dinheiro e pode fechar, em CG

Segundo o diretor da ONG, a entidade procurou as autoridades para tentar solucionar o problema, mas não obteve sucesso

Saúde | Em 09/08/17 às 23h16, atualizado em 09/08/17 às 23h23 | Por Gabriel Botto
Reprodução/Facebook
GAV presta assistência a portadores do HIV

A ONG Grupo de Apoio à Vida (GAV), que presta assistência a portadores do vírus HIV (Aids) em Campina Grande foi ameaçada de despejo, devido a atraso no pagamento do aluguel do prédio, em decorrência de sete meses de atraso no pagamento dos repasses da subvenção social feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social de CG. Comente no fim da matéria.

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O diretor da ONG, Joseilton Brito, destacou que a instituição passa por uma situação muito delicada, pois estão sem dinheiro para arcar com demandas básicas, como água, energia, combustível e alimentação.

“Ainda estamos com sete meses de aluguel atrasados porque a sede do grupo é alugada, além das faturas de água e energia que também não foram pagas. Estamos em situação crítica, sem dinheiro, por exemplo para arcar com combustível e suprimentos”, disse Joseilton Brito, diretor do GAV.

Segundo Joseilton Brito, o repasse da prefeitura é de R$ 1.500, mas que isso ainda não teria sido definido pela prefeitura. “A subvenção social é no valor de R$ 1.500. O projeto de lei que destina esse valor à ONG ainda no foi apresentado pelo prefeito à Câmara Municipal para apreciação e aprovação. Além do GAV, outras instituições também estão nesta mesma situação”, informou Joseilton Brito, diretor do GAV.

Ainda segundo Joseilton, a entidade procurou as autoridades para tentar solucionar o problema, mas não obteve sucesso.

“Já procuramos a Prefeitura de Campina Grande, a Câmara, o vice-prefeito e alguns vereadores, mas não obtivemos sucesso, não houve acesso”, informou Joseilton.

Joseilton falou acerca da importância da ONG, que é pioneira na Paraíba e já existe há mais de vinte anos, prestando serviços de assistência para os portadores do vírus HIV.

“O GAV é a primeira ONG/AIDS criada legalmente na Paraíba, em 12 de março de 1994. O GAV tem reconhecida utilidade pública municipal e estadual, atendemos aproximadamente 200 famílias, vivendo e convivendo com HIV/AIDS. Oferecemos atendimento psicológico, serviço social e encaminhamento jurídico, além de distribuição de cestas básicas, porém essas atividades estão suspensas devido às dificuldades financeiras”, lamentou o diretor do GAV, Joseilton Brito.

A Secretaria Municipal de Assistência Social de Campina Grande (Semas), informou que o pagamento dos repasses referentes ao ano de 2016 foi feito, mas informou que para 2017 ainda não recebeu nenhuma informação sobre a lei que garante o pagamento deste ano.

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