Novos prefeitos recebem herança de ‘caos’ na Paraíba

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A situação encontrada em diversas prefeituras paraibanas foi de caos e muito pior do que os prefeitos imaginavam. A primeira semana de trabalho para os novos gestores foi de correria em agências bancárias na tentativa de buscar algum recurso que pudesse ser utilizado no início da gestão, mas a maioria se decepcionou. Contas zeradas, precariedade na estrutura de prédios, maquinários e frotas de veículos foram os ‘presentes’ deixados pelos antecessores. Os primeiros dias de gestão foram utilizados em tentativas de desbloqueio de contas e de ingressos de ações na Justiça.

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Em Curral de Cima, o prefeito Totó Ribeiro (PSDB) passou a semana tentando colocar a casa em ordem. Uma missão impossível para o estado em que encontrou a prefeitura. Segundo o gestor, que tomou posse no escuro por falta de pagamento das contas de energia elétrica, os primeiros dias serviram apenas para fazer uma avaliação de como se encontrava a administração. “Não tivemos tempo para desenvolver ações já que tivemos que levantar todos os dados de despesas e de quanto havia em caixa”, destacou.

Diante de uma dura realidade de contas zeradas o prefeito decretou estado de calamidade financeira e administrativa por um prazo de 180 dias. “Não temos qualquer condição de fazer nada com a situação de caos em que se encontra o município”, afirmou Totó, que encontrou os prédios públicos saqueados. “Levaram computadores, televisões, bebedouros e até mesmo armários”, relatou.

Mapeamento e auditorias

No município de Riachão do Poço, a prefeita Cilinha (Democratas) utilizou os primeiros dias para fazer um mapeamento da realidade da prefeitura. Como não houve transição de governo a gestora foi surpreendida com o caos instalado. Ela conta que nos postos de saúde só existem medicamentos vencidos e que não existe nenhum arquivo da administração do município entre 2013 e 2016. Também sumiram 10 computadores e o único material de expediente encontrado foi meia resma de papel e três canetas.

“Infelizmente ficamos de mãos atadas nessa primeira semana. Já solicitamos um relatório de cada secretário para fazermos um mapeamento mais detalhado. A situação que encontramos é muito crítica”, disse a prefeita, revelando que solicitou uma auditoria na prefeitura.

Em Juazeirinho, o prefeito Bevilacqua Matias (PT do B) está trabalhando para regularizar a questão de pessoal. O ex-prefeito, no apagar das luzes, nomeou servidores e concedeu gratificações.

Finanças zeradas

Municípios como Curral de Cima, Alhandra, Riachão do Poço, Mamanguape, Princesa Isabel e Caaporã tiveram suas contas zeradas no apagar das luzes de 2016. Os novos prefeitos revelaram que a maior dificuldade nos primeiros dias se deu justamente pela falta de recursos públicos.

De acordo com o prefeito Totó Ribeiro, a maior parte do tempo gasto na primeira semana foi na tentativa de desbloquear as contas e trocar as senhas junto aos bancos. “Perdemos muito tempo para conseguir as senhas e modificá-las. Essa primeira semana foi para levantarmos a realidade de caos no município”, disse.

Leia mais reportagens na edição deste domingo (8) do Jornal Correio da Paraíba.

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