O acordo e os mandatos

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Ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral afirma que ela sabia de tudo. Ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró sustenta que nada lhe foi omitido. E se faltava, um depoimento para comprovar que a presidente afastada, Dilma Rousseff tinha o controle, ele foi dado pelo ainda presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

“Dilma participava e sabia de tudo”, afirma o deputado que deflagrou o processo de impedimento da petista e que pode ser cassado antes do julgamento final dela, que deve ocorrer em agosto. Eduardo Cunha detalhou a ‘Isto É’ o que seria o plano de salvação do seu mandato, ofertado pela Presidente em troca do arquivamento da proposta de impeachment. Uma mão lavando a outra.

Ele conta que foi procurado pelo ministro Jacques Wagner, que ofereceu votos no Conselho de Ética para sua absolvição na acusação de ter mentido sobre ter contas no exterior, e que incluía “interferência” para que os processos contra sua esposa, Claudia Cruz, e a filha Danielle, ficassem no STF. O primeiro encontro teria ocorrido na base aérea de Brasília, longe de olhos curiosos.

Jaques Wagner, segundo Cunha, sempre deixou claro que relatava tudo a Dilma. Cada detalhe das conversas que tinham. Disse que está contando esses bastidores para deixar claro que poderia ter aceitado a oferta e que a tese de que teria admitido o impeachment por “vingança”, não é verdadeira.

Para Cunha, a explicação petista de que Jaques Wagner não tentou um acordo de mútuo interesse, mas simplesmente garantir a aprovação das metas fiscais, só confirma a oferta. Ele foi o mocinho da história?

A presidente Dilma terá a oportunidade de esclarecer tudo o que quiser, e em cadeia nacional, se aceitar depor na Comissão do Senado, que reservou o dia 6 de julho para ouvi-la. Tem o direito de recusar. Pode ser representada pelo seu advogado, José Eduardo Cardoso, mas se for essa a escolha, dará mais argumentos para convencimento dos senadores ainda indecisos. Como ensina a sabedoria popular, “quem não deve, não teme”.

TORPEDO

Mesmo com o cansaço, é um direito da defesa apresentar 40 testemunhas. Um processo para ser juridicamente perfeito tem que assegurar amplo e total direito de defesa.

Do presidente da Comissão de Impeachment, Raimundo Lira sobre as sessões de até 15 horas para ouvir a lista de testemunhas de Dilma.

Disputa

Na última eleição municipal – 2012 – o PMDB foi o partido que se saiu melhor na Paraíba, elegendo 58 prefeitos, seguido do PSB (35), PSDB (30), DEM (23) e PSD (16). Neste ano, a concorrência está muito maior.

Motivação

Desde então foram criados novos partidos e a eleição de 2014 levou muitos prefeitos a migrarem para siglas próximas do poder. A Lava Jato também facilitou abandono de legendas com imagens comprometidas.

Alternativa…

Se antes na maioria das cidades-polo o confronto se dava entre PMDB e PSDB, neste 2016 o PSB do governador Ricardo Coutinho está surgindo como opção. Das 10 maiores cidades da Paraíba, tem candidato próprio em nove.

… de voto

Além de Bayeux, Cajazeiras e Sapé, que governa, e João Pessoa, que já administrou, o PSB entrou na disputa em Campina Grande, Santa Rita, Patos, Sousa e Guarabira, que deixou para os aliados no pleito passado.

ZIGUE-ZAGUE

Pelos números de maio do TSE, há mudança do ranking dos 10 maiores colégios eleitorais da Paraíba. João Pessoa, Campina, Santa Rita, Bayeux e Patos abrem a lista.

Cajazeiras superou Sousa e agora é o 6° maior, seguido por Cabedelo. Depois vem a cidade dos Dinossauros, Sapé e Guarabira. Juntas têm 41,27% dos votos do Estado.

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