O dever de Cámem Lúcia

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Os presos continuam rebelados em Alcaçuz, com mais feridos em confrontos, e Natal permanece sob ameaça das fações, que já incendiaram ônibus e atacaram delegacias. O juiz da 15ª Vara Federal de Brasília concedeu liminar em ação popular proibindo que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dispute a reeleição, ferindo a estratégia governista de mantê-lo e garantir aprovação da reforma da Previdência.

São questões que impactam a vida do país e dos cidadãos, mas não conseguem concorrer com a preocupação dos brasileiros em relação ao destino da Operação Lava Jato.

Todas as atenções estão voltadas para a presidente do STF, Cármem Lúcia, que tem o poder de evitar a paralisação dos processos, e o que é mais importante, que não passem a ser conduzidos pelo ministro que vai ser indicado por um Presidente da República que já foi citado em depoimentos, e aprovado por senadores que estão sendo investigados. Por melhor que seja, não teria credibilidade para decidir.

Não podemos esquecer que a situação fica ainda mais delicada diante da possibilidade do ministro ter sido vítima de atentado. A muitos interessava sua morte. A Corte Interamericana de Direitos Humanos divulgou nota cobrando investigação “especialmente cuidadosa e célere”.

Cármem Lúcia tem dito que vai ouvir seus pares antes da decisão, que com certeza só ocorrerá após o sepultamento do ministro Teori Zavascki, marcado para hoje, no Rio Grande do Sul.

Se decidir em sintonia com o seu discurso de posse na Presidência do STF, quando antes de saudar o Presidente da República, cumprimentou “Sua Excelência, o povo”, por ser a “autoridade suprema sobre todos nós, servidores públicos”, vai proteger o legado de Teori Zavascki na Lava Jato.

É importante que prevaleça o que disse: “É preciso estarmos atentos ao que o Brasil espera de nós e o que fazer para atender essas demandas. Qualquer servidor público atua para atender à população”.

Ao Brasil interessa a continuação da Lava Jato, de forma transparente e independente. Michel Temer, que tem uma espada de Dâmocles sobre a cabeça, teria decidido não se apressar na nomeação do substituto. Receia a repercussão, mas não é imune as pressões de aliados. O dever de proteger o caso é de Cármem Lúcia.

Torpedo

“Do nosso ponto de vista a decisão do juiz está equivocada. É uma decisão que não cabe a um juizado de primeira instância. Já estamos recorrendo e confiando na Justiça esperando a anulação da decisão o mais rápido possível”, do deputado Rodrigo Maia (DEM), sobre a decisão liminar que proíbe que dispute reeleição para Presidente da Câmara.

Cássio é vice

Se na Câmara a disputa é acirrada, no Senado reina o entendimento. O presidente será do PMDB, o vice do PSDB, e o 1° secretario, do PT. E quem ocupará a vaga do PSDB será o paraibano Cássio Cunha Lima

PP na BBTur

Novo presidente da BBTur, empresa do Banco do Brasil, Joaquim Cruz chega ao posto graças a indicação do deputado Aguinaldo Riberto, líder do PP, partido que tem a 4ª maior bancada na Câmara, com 46 deputados.

Cidadão…

O vereador Márcio Melo Rodrigues (PSDC) quer agradecer o esforço do presidente Temer pela conclusão da transposição, conferindo-lhe o título de cidadão campinense. Poderá receber na visita que fará a Paraíba, em fevereiro.

… campinense

Para Rodrigues, Temer merece a honraria, “pelos reconhecidos serviços prestados ao Nordeste, particularmente à Paraíba”, com destaque para a transposição, que beneficiará milhões de pessoas com segurança hídrica.

Zigue-Zague

O desembargador José Ricardo Porto acha que o ministro Herman Benjamin (STJ), paraibano de Catolé do Rocha, pode ser o substituto de Teori Zavascki.

Michel Temer nomeou dois juízes substitutos para o TRE: Aécio Melo Filho e Márcio Brasilino da Silva. Este deve integrar o Pleno enquanto sai substitudo de Sílvio Porto.

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