O nome da unidade

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Quem foi considerado motivo de divisão, passou a fator de união. Ao final da reunião da Executiva Estadual do PMDB, o senador José Maranhão não apenas permaneceu como presidente do partido, como saiu aclamado como nome de consenso para governador da Paraíba em 2018.

Não houve confronto entre os que estão apoiando o governo de Ricardo Coutinho e os que estão afinados com a oposição. Preferiram apostar no potencial do PMDB para ser protagonista em 2018, o que poderá favorecer a todos os filiados.

Nem um nome de Ricardo Coutinho, nem o que poderá ser apresentado por Cássio. Decidiram lançar chapa própria, com Maranhão para governador, com Raimundo Lira para senador, e abrir para os outros partidos a outra vaga de senador e a de vice-governador.

E o PMDB não fará acepção de aliados. A composição poderá ser feita tanto com Cássio para a outra vaga de senador, como com Ricardo, ou Lucélio Cartaxo, conforme o senador Raimundo Lira, que revelou preferência pelo governador, mas disse que atacará qualquer das opções.

Como antecipei neste espaço, as divergências internas estavam sendo superadas pelo reconhecimento de dois fatos: Maranhão tem apoio da base e é o único político que não precisa disputar as eleições de 2018, já que seu mandato no Senado vai até 2023. Não é concorrente de ninguém e pode conduzir o partido sem considerar interesses pessoais.

Veneziano saiu da reunião declarando que venceu a tese do fortalecimento do PMDB. Lira, destacando a unidade e a decisão de não abrir mão do protagonismo. Que sendo o maior partido do Brasil e com o legado que construiu na Paraíba, vai defender projeto próprio.

Em 2014, quando Veneziano desistiu da candidatura ao governo pouco antes da convenção, e em consequência o PT correu para Ricardo, o PMDB ficou sem candidatos a governador e a senador, e sem aliado. Maranhão tinha eleição para a Câmara Federal garantida, mas abriu mão e aceitou concorrer ao Senado, para ajudar o partido. Ontem, repetiu que não pretendia essa candidatura, mas que não fugirá do desafio.

O PMDB inverteu sua posição na sucessão: de apoiador cobiçado, para condutor do jogo. E já pode comemorar uma vitória: o movimento contestatório acabou. Todos estão na mesma sintonia.

TORPEDO

“Estamos defendendo a tese de que tenhamos candidato a governador, e o nome com maior potencial nesse momento é o de José Maranhão. A minha postulação é para o Senado. Então, teremos uma vaga para o Senado e outra para vice para renegociar com os demais partidos.”

Do senador Raimundo Lira, anunciando que o PMDB está unido e, numa inversão de expectativas, lançará chapa majoritária própria em 2018.

Desafio

À pergunta se iria mesmo aceitar a candidatura ao governo, José Maranhão respondeu: “Eu sou um homem de luta”. Disse que não reivindica, mas convocado, defenderá o projeto do partido como sempre fez.

O vice

Segundo Raimundo Lira, o vice Manoel Júnior não participou da decisão da candidatura própria. Por ser parte diretamente interessada – ganha a prefeitura se Luciano Cartaxo renunciar para ser candidato – preferiu se isentar.

O desejado

O presidente da Câmara Municipal, Marcos Vinicius (PSDB) virou alvo de partidos. O primeiro convite partiu de Durval Ferreira, que ofereceu até a presidência do PP. Ontem, Wilson Filho chamou-o para o seu PTB.

Julgamento

O desembargador Romero Marcelo pediu pauta para julgar a Aije da PBPrev, que tem parecer do MPE pela cassação de Ricardo Coutinho, acusado de pagar, no período eleitoral, vultosos benefícios que antes negara.

ZIGUE-ZAGUE

O ministro Herman Benjamin já concluiu o relatório final do processo de cassação da chapa Dilma-Temer e pediu para Gilmar Mendes marcar o julgamento no TSE.

Nas alegações finais, o PSDB, que é o autor da ação, defende Temer. Diz que há fartas provas de abusos contra Dilma, mas nada que aponte envolvimento do sucessor.

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