O porqu

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Por toda a minha vida sempre busquei a origem das coisas – razões pelas quais acontecem sucessos e insucessos.

E, não raro, me deparo com conceitos tortos ou apressados sobre as venturas e desventuras alheias (e particulares).

Alguns, por exemplo, apostam na sorte. Outros creditam a pouca lógica das coisas. E há ainda os que se apegam ao imponderável mistério.

Um evento recente, porém, me ajudou (e muito) a desatar os nós desses porquês.

Estava às voltas com uma demanda que, não efetivada, poderia atrapalhar a realização de um sonho – coisas de família.

A quem recorrer, pensei eu?

De repente, veio o estalo. E, ato contínuo, já estava de telefone em punho ligando para o meu doutor (estou falando do deputado federal Damião Feliciano).

Ele me atendeu de pronto.

Relatei minha demanda – que, na verdade, seria dirigida a sua esposa, a vice-governadora Lígia Feliciano.

Expliquei, porém, que tenho (e tenho mesmo) como hábito ligar para os maridos antes de falar com as esposas. Pura cautela!

Era uma sexta-feira e Damião me informou que estava no aeroporto de Brasília, embarcando para Fortaleza na companhia do ministro das Comunicações, André Figueiredo. Super solícito, ele me informou que a vice-governadora entraria em contato comigo.

Em instantes toca meu telefone. Era Lígia – que também estava embarcando (só que daqui de João Pessoa) para encontrar com o marido em Fortaleza.

Ela já havia sido informada sobre minha demanda e de pronto narrou todas as providências que tinha tomado. Como última mensagem, garantiu: fique tranquilo.
Fiquei não apenas tranquilo; fiquei impressionado.

Pessoas comuns teriam todas as desculpas do mundo para se esquivarem de uma demanda que chega no fim de uma semana de trabalho, em meio ao frenesi de um aeroporto, numa fila de embarque.

Todas, menos o casal Damião-Lígia.

E isso me faz retornar aos porquês iniciais; me faz entender as razões do sucesso desse casal (de um lado, um deputado federal eleito e reeleito; do outro, uma ex-deputada estadual que conquistou o posto de vice-governadora).

Já vi pessoas comentando sobre um suposto bambo – coisas que acontecem sem uma forte razão.

Estão enganados.

Tudo na política é uma questão de diferencial e Damião-Lígia são prova viva desse fenômeno.
E isto, acredite, em nada compromete a seriedade e o zelo pela coisa pública.

Minha demanda era relativamente modesta. Mesmo assim, a atenção e presteza desse par clareou na minha mente a percepção de alguns porquês. E não restou dúvida alguma sobre as razões que fazem de Damião e Lígia exemplos na política.

Como diz minha mulher, Sandra, eles são gente boa (e, no mais claro português, ela resume tudo).

Serei sempre grato. E agora mais lúcido ao conseguir entender as razões das coisas.
Pois política exige esta magia – esta sensibilidade de ser simples e operoso. Ser, enfim, um ser humano na mais completa acepção da palavra.

Gestos são gestos.

O mais é insensibilidade.

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