O recado de Cartaxo

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O prefeito Luciano Cartaxo reassumiu a gestão da Capital após 15 dias de licença, demonstrando muita disposição, inclusive para um confronto, se esse for o único caminho para garantir os interesses do povo e da cidade de João Pessoa.

O que motivou o sempre conciliador Luciano Cartaxo a uma posição mais dura? A possibilidade de privatização da Cagepa, empresa que explora serviços de saneamento básico em razão de concessão dada pelos municípios, que constitucionalmente têm essa titularidade.

O recado de Luciano Cartaxo: “João Pessoa e as principais cidades do Estado precisam ser chamadas para esse debate. Precisam ter a oportunidade de opinar, de propor e de avaliar se isso é bom ou ruim para cada uma dessas cidades. Na condição de gestor não vou abrir mão, de forma alguma, de fazer esse debate”.

O prefeito sabe que sem João Pessoa e Campina Grande, a Cagepa não interessará a nenhum investidor. As duas cidades respondem por 58,59% da receita total da empresa e as concessões dadas no passado já estão vencidas. E podem não ser renovadas.

Campina Grande já avalia edital para licitação dos serviços, aberta a participação de outras empresas. Luciano Cartaxo fez estudos e elaborou o Plano Municipal de Saneamento, para ajudar na sua decisão.

Cartaxo não antecipa posição, mas o que vai motivá-la, sim: “Vou defender os interesses do povo de João Pessoa acima de qualquer outro interesse. Essa é minha obrigação. Sou prefeito da cidade, então tenho que pensar no povo”.

Pela fala de Cartaxo, a decisão sobre a Cagepa – que autorizou estudos do BNDES para PPI ou PPPs – não podem ser exclusiva de Ricardo Coutinho sem que isso provoque reações que poderão inclusive inviabilizar o processo.

Como detentores da titularidade dos serviços, os gestores poderão exigir vantagens para os municípios, estabelecer a qualidade da água, o valor da tarifa…

Cartaxo insiste na necessidade de diálogo com todos os prefeitos. E dá um bom motivo para não ser ignorado: “Eu diria que a Cagepa, sem João Pessoa, não existiria não”.

TORPEDO

“Não vou antecipar o que vou fazer ou não vou fazer. O que quero deixar claro é que eu vou defender os interesses do povo de João Pessoa, acima de qualquer outro interesse.”, Do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), sobre a posição da PMJP em relação a privatização da Cagepa, que já não tem concessão para atuar na Capital.

À Venda

Muito conveniente para o Governo do Estado a decisão da Assembleia Legislativa de devolver o prédio do antigo Paraiban na Epitácio Pessoa. Agora, o governador pretende vender o edifício, e garantir dinheiro em caixa.

Custo alto

Também quer vender área do Estado em edifício comercial em Brasília, que como o prédio do Paraiban, está carente de uma grande reforma. Nos dois casos, o governador alega o alto custo das melhorias e manutenção.

Festa adiada

Em razão do vazamento em Barreiros (PE), foi adiado para sábado o evento que marcará a chegada das águas do rio São Francisco a Paraíba. Michel Temer ligou para o senador José Maranhão confirmando a nova data.

Nova vistoria

Com os senadores Maranhão e Cássio, o ministro Helder Barbalho vistoriou a caminho das águas, ontem, e confirmou que todos os problemas foram resolvidos, para “funcionalidade do Eixo Leste”.

ZIGUE-ZAGUE

Se o ministro Herman Benjamin ficou impressionado com o nível de influência da Odebrecht no governo do PT, o ministro Gilmar Mendes também reagiu.

Definiu como “um quadro de descalabro tão grande que é difícil classificar essa apropriação do público pelo privado, essa relação anárquica e promíscua”.

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