ONG internacional quer conscientizar popula??o sobre crueldade com le?es

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Relatório divulgado nesta segunda-feira (10) pela organização não governamental Proteção Animal Mundial (WAP, do nome em inglês ‘World Animal Protection’), sediada em Londres, chama atenção da população mundial sobre as crueldades praticadas contra o leão nos parques africanos, principalmente da África do Sul. Hoje é comemorado o Dia Mundial do Leão.

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O relatório é baseado na morte do leão Cecil, animal símbolo do Zimbábue, que vivia no Parque Nacional de Hwange e foi morto em julho pelo dentista norte-americano Walter Palmer, durante uma caçada paga.

A gerente de Programas Veterinários da WAP, Rosângela Ribeiro Gebara, informou à Agência Brasil que esses parques são, na verdade, criatórios de leões que se reproduzem em cativeiro com a finalidade de atrair turistas. “Os turistas visitam esses parques para ter contato com filhotes e animais jovens. Eles pegam os animais no colo e tiram fotos. Os leões são reproduzidos nos criatórios exclusivamente para isso”.

Rosângela disse que existe uma ligação entre esses criatórios e a caça. “Embora não admitam isso oficialmente, os animais adultos não são colocados para esse tipo de contato com os turistas e acabam sendo vendidos para outros criatórios. Sabemos que, muitas vezes, o destino deles são os parques de caça ou a chamada caça enlatada, áreas restritas onde caçadores profissionais e amadores pagam para entrar”, afirmou.

Segundo a gerente da WAP, a caça é liberada na África. A atividade só é proibida nos parques conservacionistas ou reservas nacionais. “A morte do Cecil repercutiu porque ele vivia em área protegida. Foi de maneira covarde. Ele foi atraído para fora e abatido”. De acordo com o relatório, somente na África do Sul existem 150 cativeiros como esse, de criação de leões para fins comerciais e turísticos.

Rosângela Gebar explicou que 68% dos leões da África do Sul estão cativos nesses parques. Apenas 32% estão livres, em reservas protegidas. “É uma condição bastante preocupante. A sociedade não imagina a quantidade de criatórios desse tipo na África.”

Para a gerente, a divulgação do relatório serve para conscientizar as pessoas para esse tipo de turismo. “Muitas vezes, um turista visita esses parques sem saber como os animais são criados, o estresse que passam, os problemas que ocorrem dentro dos criatórios.”

De acordo com WAP, desde 2005 a quantidade de leões criados em cativeiro na África do Sul alcançou cerca de 5,8 mil animais. A proposta do relatório da ‘World Animal Protection’ é construir um movimento global para sensibilizar a população a não participar de atrações turísticas que envolvam crueldade com animais e trabalhar para que as empresas de turismo dos países africanos adotem um tipo de turismo mais conservacionista.

A ‘World Animal Protection’ trabalha há 50 anos pela proteção dos animais. É a única ONG dedicada ao bem-estar animal com status consultivo pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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