Os PMDB?s

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Quando o assunto
é a crise política, o PMDB não se entende. À semelhança do PT, com suas
múltiplas e até antagônicas tendências, no partido de Michel Temer a coisa não
é lá muito diferente. O “velho” PMDB de guerra tem opinião e agrupamentos para
todos os gostos e preferências.

Em Brasília, a
contradição é ?agrante. O vice-presidente abraçou a missão da articulação
política governamental. Os resultados são desastrosos, menos por sua culpa e
mais pelos erros do governo, mas também porque Temer não consegue convencer
direito nem mesmo seu partido.

No Senado, o
presidente Renan Calheiros se reaproxima da presidente e foi o porta-voz de um
pacote de sugestões para garantir a chamada “governabilidade” do agonizante
mandato de Dilma. Da reunião, Calheiros, envolvido também no escândalo do
Petrolão, saiu falando em contribuição para saídas do quadro delicado.

Enquanto isso,
na Câmara o presidente da Casa, Eduardo Cunha, trabalha para ver a caveira da
exguerrilheira. As grandes e últimas derrotas do governo são gestadas,
planejadas e executadas no gabinete do deputado, dono de forte ascendência
sobre seus pares, apesar do momento de desgaste pós-delação de Júlio Camargo.

Na Paraíba, o
PMDB segue o mesmo trilho. O experiente senador José Maranhão, presidente
estadual da sigla, em tom de conciliação, não vê o impeachment como solução e
até enxerga salvação para Dilma, caso ela tenha habilidade e liderança para uma
grande “consertação” nacional.

Hugo Motta,
presidente da CPI da Petrobrás, adotou postura mais moderada e prega diálogo
intenso e colaboração dos homens públicos da Nação para superação da agravada e
crescente crise. Aí vem o deputado Manoel Júnior e bota o dedo na ferida: quer
a renúncia de Dilma. Assim caminha o PMDB; com suas várias faces. E facetas.

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