Paraíba grande

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A fé que conservo no Brasil sempre foi sustentada por uma bandeira: a educação.
Por mais complexo que seja o processo de desenvolvimento de um país, esta é a via realmente segura para conquistar o progresso, a modernidade, a equidade social.

E a despeito de todas as críticas e senãos que o sistema educacional brasileiro (ainda) merece, uma certeza se cristaliza: estamos avançando.

A oferta de vagas cresceu desde os níveis mais elementares.

João Pessoa é exemplo disso. A rede de creches da Capital deu salto quantitativo e qualitativo nos últimos anos – e emocionou este cidadão aqui em uma visita recente a uma unidade inaugurada pela Prefeitura Municipal.

Acolher, e assistir nossas crianças com excelência desde o berçário, anima ainda mais a minha fé.

E explica, em larga medida, o fenômeno detectado em estudo inédito divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Educação.

Os dados são alentadores: o número de doutores e mestres cresceu no país na última década. E não foi pouco: a expansão da concessão de títulos medida entre 1996 e 2014 foi de 379 por cento para mestres e de 486 por cento para doutores.

Além de se multiplicarem, eles também ficaram mais jovens – a média de idade de um doutor agora é de 37 anos – o que nos traz a certeza de mais anos produtivos.
Outro feito impressionante ocorrido nesta seara educacional foi a descentralização.

A pesquisa mostra que o Sudeste não é mais o destino único para quem busca a especialização – resultado de um processo de abertura de faculdades e campi Brasil adentro, viabilizando o acesso ao ensino especializado até mesmo em cidades de pequeno porte.

A melhor parte dessas boas novas contidas no levantamento que foi apresentado semana passada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi a performance da Paraíba.

Nosso estado – quem diria – ostenta a sexta maior taxa média de doutores e mestres entre os estados da Federação. A nossa média é 9, segundo levantamentos feitos pelo Capes.

Se fossemos um país, seriamos a Suécia. Ou Finlândia. Estamos à frente de estados como o Paraná e Santa Catarina e do vizinho Pernambuco.

Diante destes dados, não tenho dúvida: as boas sementes plantadas por expoentes paraibanos, ao longo da nossa história, frutificaram.

Podemos até ser uma Paraíba pequenina, mas definitivamente estamos aprendendo a pensar grande.

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