Participação de investimentos no PIB tem menor peso em 2016

26
COMPARTILHE

A participação de investimentos no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu o menor patamar da série histórica iniciada em 1996. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fazem parte da Pesquisa Trimestral de Contas Nacionais.

Leia mais Notícias no Portal Correio

A taxa de investimentos chegou a 16,4% do PIB em 2016, após três anos seguidos de queda. Em 2013, a taxa era de 20,9%. Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o resultado negativo foi generalizado.

“Essa taxa caiu bastante nos últimos dois anos porque a gente teve duas quedas seguidas de mais de 10% no investimento. E, olhando por dentro dos componentes do investimento, houve queda em tudo. A construção, que pesa mais de 50% do investimento, é uma das atividades econômicas que mais sofreram com toda a crise que a gente está tendo. Além disso, a produção de máquinas e equipamentos caiu, e a importação também. Então, houve toda uma conjunção de fatores”, disse.

Desde 1996, o IBGE também não havia registrado um ano em que os três grandes setores da economia caíam. Em 2016, quando o setor de serviços passou a contribuir negativamente para o PIB, a agropecuária ainda tinha um peso positivo, que se inverteu em 2016. As três principais safras brasileiras, o milho, a soja e o arroz, tiveram queda e o setor amargou uma retração de 6,6%.

Indústria da transformação cai 5,2%

A contração menos acentuada da indústria foi o principal fator que levou o PIB a recuar 3,6%, uma variação 0,2 ponto percentual, menos negativa que a de 2015. Principal componente do setor, a indústria da transformação deixou uma queda de 10,4% em 2015 para cair 5,2% em 2016.

Segundo Rebeca Palis, o desempenho da indústria da transformação no quarto trimestre, com queda de 1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, é um dos indicadores de que a economia terminou o ano com uma queda menos aguda.

“A indústria de transformação está apresentando taxas negativas menores e, na agropecuária, a gente tem perspectivas de melhora”, disse. Ela ponderou que os serviços continuam no mesmo patamar de queda e têm um peso de 70% na economia brasileira. A construção também manteve um desempenho negativo, tanto na parte imobiliária quanto na de infraestrutura, muito dependente de recursos públicos.

Leia mais notícias em portalcorreio.com.br, siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e veja nossos vídeos no Youtube. Você também pode enviar informações à Redação do Portal Correio pelo WhatsApp (83) 9 9130-5078.

 

Em respeito à Legislação Eleitoral, o Portal Correio não publicará os comentários dos leitores. O espaço para a interação com o público voltará a ser aberto logo que as eleições de 2018 se encerrem.

Notícias mais lidas