Partida de volta da final do Paraibano pode ser com torcida única após confusão em JP

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O segundo jogo da final do Campeonato Paraibano, entre Campinense e Botafogo-PB, pode ser realizado com torcida única no estádio Amigão, em Campina Grande. A informação foi dada ao Portal Correio pelo presidente da Comissão Estadual de Combate e Prevenção à Violência nos Estádios, promotor Valberto Lira, que justificou a possível decisão por conta dos problemas entre torcidas registrados na primeira partida entre as duas equipes, na quarta-feira (1º), no Almeidão.


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Para o promotor, os rojões e outros objetos arremessados por membros de uma torcida organizada do Botafogo-PB contra os torcedores do Campinense foram ações consideradas danosas ao espetáculo e que devem ser punidas com afastamento de torcidas organizadas.

“Estamos esperando um relatório que deve ser entregue na terça pela Polícia Militar. Tenho em mãos vídeos que mostram torcedores do Botafogo-PB jogando bombas contra a torcida do Campinense. Inclusive, esse foi o fato informado pela PM como justificativa para liberar o acesso dos torcedores do Campinense ao gramado do Almeidão”, contou o promotor.

Ainda segundo Valberto Lira, as imagens de câmeras e de um drone que sobrevoava o estádio já ajudaram a identificar alguns torcedores que participaram do arremesso das bombas. Esses torcedores serão denunciados e vão responder por crimes de menor potencial.

“Após termos o relatório da PM iremos nos reunir com a comissão em Campina Grande e decidir como vai ficar o jogo de volta. A princípio, minha ideia é de que seja com torcida única”, confirmou o promotor.

Questionado sobre uma possível reclamação do Botafogo-PB ou de torcedores do clube sobre a possibilidade de torcida única, Valberto Lira disse que a comissão deve pensar apenas na segurança da partida.

“Não vou punir o Botafogo por incidentes que, acredito, não foram orientação do clube. Mas, com relação a torcida única na partida em Campina Grande não me preocupo com reclamações do clube ou da torcida. O que me interessa é que as pessoas de bem possam ir ao estádio e que os que promovem baderna sejam punidos” concluiu o promotor.


Botafogo-PB pede explicações

Em contato com o Portal Correio, o presidente do Botafogo-PB, Guilherme Navarro, afirmou que, caso seja concretizada a realização do jogo com torcida única, o clube vai se posicionar veementemente contra.

“Seriam dois pesos e duas medidas. Houve o primeiro jogo com duas torcidas e excluir a torcida do Botafogo do segundo jogo é tratar os iguais de maneira diferente. Precisa ter uma justificativa plausível para que isso ocorra. A gente sabe que os órgãos de segurança têm a obrigação de manter a tranquilidade nos jogos. Será que a polícia não teria condições de fazer a segurança?”, questionou o presidente do Botafogo-PB.

Sobre os problemas registrados na quarta-feira (1º), Guilherme Navarro voltou a repudiar as decisões da PM com relação a condução da retirada das torcidas do Almeidão.

“Entendemos como má gestão da segurança no jogo contra o Campinense no Almeidão. Pedimos explicações sobre a liberação das duas torcidas ao mesmo tempo, a entrada da torcida do Campinense no gramado e as agressões sofridas pelos torcedores do Botafogo que estavam na arquibancada sombra e foram incitados por parte da torcida do Campienens, mas que a PM apenas reagiu contra torcedores do Botafogo”, contou Guilherme Navarro.

Em nota divulgada nesta sexta, o Botafogo-PB também manifestou apoio aos torcedores que sofreram o que o clube classifica como “atos de hostilidade”.

“O Botafogo manifesta sua solidariedade aos torcedores que foram tratados de forma hostil e violenta pelos policiais, que deveriam estar ali apenas para garantir a segurança de quem pagou ingresso para ver uma final de campeonato”, diz a nota.

O Portal Correio procurou a assessoria de comunicação da Polícia Militar para que a Corporação se manifestasse sobre as ações de segurança realizadas durante e após a partida da quarta-feira, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento desta matéria.

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