PB refor?a campanha de vacina??o contra o HPV; veja onde acontece a imuniza?

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Os quatro maiores municípios paraibanos, João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita e Patos, estão em mobilização para aplicar a segunda dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano, o HPV, em meninas com idades entre 9 e 11 anos.

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A infecção desse vírus é um dos principais fatores para o aparecimento do câncer do colo do útero, doença que deve atingir 290 mulheres paraibanas, em 2015, no estado, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer, o Inca.

Nesta fase, a expectativa da Secretaria de Saúde é superar as baixas taxas de vacinação registradas na primeira etapa da campanha. Na capital, a cobertura vacinal foi de apenas 55% das jovens imunizadas com a primeira dose.

A coordenadora de imunização de João Pessoa, Chiara Dantas, afirma que, este ano, a vacinação foi afetada pela greve escolar, pois a atuação das escolas é uma importante ferramenta para se chegar a todas as adolescentes. A gestora afirma que o município está trabalhando na conscientização sobre os benefícios da vacina contra o HPV.

“A gente está com quase 60% ainda da primeira dose. Não conseguimos atingir na totalidade, mas porque houve essa greve e também por alguns medos de reação. Mas a gente vem desconstruindo isso. Estou sentindo que a adesão está melhorando”, diz.

A secretaria municipal de saúde de João Pessoa busca exemplos como o da dentista Ana Giovana Medeiros, de 41 anos. Ela é a mãe de Rosa Maria, de 10 anos. A moradora da capital autorizou que sua filha tomasse a primeira dose da vacina contra o HPV, em uma escola particular onde a filha estuda. Elas sabem da importância dessa vacinação para a saúde. A própria Rosa Maria lembrou a necessidade de tomar a segunda dose, relata a mãe:

 “Ela já estava: ‘mamãe, está na época de tomar a segunda dose. É agora, no final de setembro para outubro’. Eu fiquei muito feliz e até incentiva aqueles pais que estão inseguros que têm medo podem dar porque é uma prevenção muito importante. A gente só sabe quando alguém se acomete desse mal que não tem cura. E que ela não sentiu nada de dor, não teve nenhuma reação, foi ótimo. Eu como mãe e profissional de saúde incentivo todos a tomarem”.

A menina Rosa Maria relata que a picada da vacina não dói e deixa um recado para os pais que ainda não levaram as meninas para tomar a vacina que pode prevenir o câncer de colo de útero. “Os pais devem levar os filhos ao posto de saúde mais próximo com o cartão de vacinação para tomar essa vacina. Então, eu vou falar mais uma vez que não dói e as meninas não precisam ter medo.”

Para vacinar em João Pessoa, as meninas podem procurar 40 salas de vacinas, como as Unidades de Saúde de Mandacaru, Cais de Mangabeira e o Centro Municipal de Imunizações, entre outras.

Já em Campina Grande, a cobertura, na primeira dose, foi de 70%, segundo a coordenadora de imunização de Campina Grande, Miralva Cruz. A gestora espera que o índice continue alto para a segunda dose da vacina e informa que o município vai fazer uma ação de conscientização a respeito do HPV, da vacina e do câncer do colo do útero, em novembro, chamada Segunda Mostra Campina. A coordenadora faz um convite para as meninas se vacinarem.

“A Secretaria de Saúde de Campina Grande faz o chamamento às meninas na faixa etária de 9 a 11 anos para que compareçam as unidades de saúde ou aguardem a nossa visita as escolas as quais elas estão matriculadas para receberem a vacina.”

Em Campina Grande, há 105 equipes de saúde da família e centros de saúde equipados com a vacina HPV. A coordenadora de imunização de Campina Grande, Miralva Cuz, cita um posto de saúde, localizado na região central do município, com horário diferenciado e mais acessível.

“A gente tem o centro de saúde Francisco Pinto. Fica na Rua Venâncio Neiva, no centro da cidade. Então, é um posto bem central que atende toda a população de Campina Grande, independente do bairro onde aquela pessoa resida, mas chegando lá ela é atendida. Inclusive, esse centro de saúde ele tem horário intermediário das 17h até às 20h, então a criança acompanhada do responsável pode está indo para essa unidade de saúde.”

Ainda segundo dados do Ministério da Saúde, Santa Rita registrou a cobertura de apenas 18%, na primeira etapa da vacinação. Já Patos alcançou a meta de 80%. Em todo o estado da Paraíba, mais de 100 mil meninas com idades entre 9 e 11 anos estão aptas a serem vacinadas contra o vírus.

Este ano, o Ministério da Saúde está priorizando a vacinação desta faixa etária. Mas meninas e adolescentes com 12 e 13 anos, que ainda não tomaram a primeira ou a segunda dose, também podem procurar as unidades de saúde para atualizarem o cartão de vacinação. A criança ou a adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção.

 Quem recebeu a primeira dose deve receber agora a segunda dose, administrada seis meses depois da primeira, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. 

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