PB reproduz orientação do governo sobre terrorismo e já levou sírio suspeito à PF

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A proximidade da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que começam no dia 5 de agosto, traz não só a chegada de turistas ao Brasil e à Paraíba, mas também o aumento do risco de atentados terroristas em todo o país. Com isso, uma cartilha do Ministério da Defesa foi divulgada para alertar os brasileiros sobre como identificar pessoas e objetos suspeitos; veja abaixo. No estado, as autoridades de Segurança repassaram o material para a imprensa e apesar de avaliarem o risco de atentado como mínimo, já conduziram um sírio suspeito em João Pessoa para a Polícia Federal.


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A cartilha traz informações de como proceder após perceber alguma atitude suspeita de uma ou mais pessoas em locais públicos, além de veículos estacionados por muito tempo em locais indevidos e com grande circulação de pessoas ou o abandono de pacotes ou malas em locais de grande circulação.

A cartilha também informa que as pessoas devem ficar atentas ao sobrevoo de drones em locais de grande circulação, ao aparecimento de cheiro estranho em ambientes ou a pessoas que demonstrem intenso nervosismo e que se identifiquem como funcionários de alguma empresa, mas que não possuam crachás, por exemplo.

Veja abaixo as recomendações do governo federal, reproduzidas pela assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança da Paraíba.

Cartilha ensina a como identificar suspeitos

Foto: Cartilha ensina como identificar suspeitos
Créditos: Divulgação/Ministério da Defesa


Risco de atentado na PB é mínimo, mas existe

Na Paraíba, a entrada de estrangeiros é fiscalizada pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional Castro Pinto e no Porto de Cabedelo, ambos na Região Metropolitana de João Pessoa.

De acordo com o comandante do Centro Integrado de Operações Policiais em João Pessoa (Ciop), coronel Arnaldo Sobrinho, o risco de um possível atentado terrorista na Paraíba durante as Olimpíadas é considerado mínimo, mas as autoridades estão seguindo procedimentos de segurança para evitar qualquer problema.

“Eu não creio [que a Paraíba seja um alvo do terrorismo]. Geralmente, se tem risco de um ataque quando há recepção de alguma autoridade ou fato relacionado a questões sensíveis. Nestes casos, há sempre toda uma preparação. Mas, os órgãos de segurança, especialmente os que atuam na área da Inteligência, estão alerta sobre possíveis riscos”, afirmou o coronel.

Um desses possíveis riscos surgiu neste ano. Segundo o coronel, ele recebeu uma ligação informando que um estrangeiro estava na porta de um órgão público, no Centro de João Pessoa, solicitando ajuda.

“Me ligaram informando que um estrangeiro havia sido encontrado no Centro e que ele estava batendo na porta de um órgão público. Me disseram que ele falava alemão e como eu estudei alemão um pouco pedi para falar com esse rapaz. O homem falava inglês muito mal e acabamos descobrindo que ele era um refugiado sírio. Ele alegava que havia sido acolhido por uma família em Mogeiro [a 110 km da Capital], mas que tinha sido roubado em algum ponto. Achei a história muito estranha e o encaminhei até a Polícia Federal”, contou o coronel.

Para o coronel, a situação evidenciou que há facilidade de estrangeiros terem acesso ao Brasil, principalmente por via marítima, como clandestinos em navios. Questionado sobre a possibilidade de entrada de estrangeiros via Porto de Cabedelo, o coronel reforçou que o porto possui um sistema de segurança que segue regras internacionais e que dificulta a entrada de pessoas sem autorização no país.

“O Porto de Cabedelo é seguro. Ele detém o certificado de Código de Segurança de Navios e Instalações Portuárias (IPS Code), que tem por finalidade de preservar os navios e as estruturas portuárias de atos terroristas. Atuei na implementação desse processo. Por isso, pode-se dizer que Cabedelo atende este padrão internacional. Isso não descarta a possibilidade de tentativas de entrada ilegal pelo porto, porém há um posto da Polícia Federal que atua e que detém essa competência específica”, contou o coronel.


Paraibano é alerta, segundo o coronel

Para o comandante do Ciop, os paraibanos conseguem contribuir com a Polícia Militar nas denúncias referentes a atividades suspeitas. Segundo dados do Ciop, no mês de junho deste ano, o Centro recebeu 2.950 ligações referentes a ‘averiguações de atitude suspeita’.

“A sociedade paraibana é muito atenta a situações suspeitas. Se alguém acha algo suspeito, como um carro parado por muito tempo, pessoas estranhas fotografando um banco ou algo similar, elas não hesitam em acionar a Polícia Militar. Afirmo isso com base em números, pois o acionamento para “Averiguação de Atitude Suspeita” é sempre o número 1 em acionamento policial. Os órgãos de segurança sentem que a população confia nas polícias e as acionam antes que um fato criminoso aconteça. Por isso, as dicas são muito importantes para que as pessoas saibam como agir”, afirmou o comandante do Ciop.

Cartilha ensina a como identificar suspeitos

Foto: Cartilha ensina a como identificar suspeitos
Créditos: Divulgação

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