PEC quer mudan?a na elei??o para suplente de senador

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A Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 18/2015, que estabelece que o primeiro suplente de senador será o candidato mais votado não eleito no pleito, e o segundo suplente, o candidato mais votado subseqüente, será votada nesta quarta-feira (3) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.

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A PEC de autoria do senador Raimundo Lira (PMDB), define que serão apenas dois suplentes para dois titulares. Pelo sistema atual, os suplentes não disputam diretamente as eleições: apenas integram a chapa encabeçada pelo candidato à vaga de senador titular. Ou seja, o titular eleito terá dois suplentes.

Segundo o senador, os nomes dos indicados suplentes são pouco conhecidos do eleitor, por isso, há críticas à prática “relativamente comum” de se designar como suplente o financiador da campanha ou pessoa da família de quem concorre ao cargo de titular.

Raimundo Lira argumenta que a soberania popular é um dos princípios basilares do sistema constitucional brasileiro. A seu ver, isso significa que a conformação dos poderes públicos nacionais deve respeitar a manifestação do povo, da cidadania, por meio das urnas. Por isso, considera indispensável estender a aplicação o princípio geral do voto à composição de todo o quadro de senadores.

A relatora da proposta, Senadora Simone Tebet, já apresentou seu parecer favorável à matéria, por entender que, na sua iniciativa, o Senador Raimundo Lira assevera que a proposição permite que os suplentes sejam escolhidos de acordo com a vontade popular.

“Entendemos que não existem óbices de natureza formal ou material, no plano constitucional, que impeçam o exame do mérito da PEC nº 18, de 2015, por esta Casa e pela Câmara dos Deputados. Em primeiro lugar, a matéria se encontra em conformidade com o requisito formal de que trata o inciso I do art. 60 da Constituição Federal (CF/88). Ademais, a proposta não viola as cláusulas pétreas, às quais alude o art. 60, § 4º, da Lei Maior”, afirmou a relatora.

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