Policiais protestam, fixam cruzes em pra?a e levam discuss?o sobre viol?ncia ? ALPB

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O ato público realizado por policiais militares para homenagear os familiares dos colegas assassinados contou com um culto ecumênico na tarde desta terça-feira (16), na Praça João Pessoa, na Capital, e acabou levando a Assembleia Legislativa da Paraíba a discutir sobre a violência. Os manifestantes vestiram camisas com a mensagem ‘SOS Segurança Pública’ e colocaram cruzes no gramado da praça.

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O presidente da Associação dos Subtenentes, Sargentos, Policiais e Bombeiros Militares da Paraíba (Asspom), Marcílio Brás, informou que um grupo de policiais seguiu até a Casa Legislativa e entregou a nota divulgada pela entidade ao deputado Frei Anastácio (PT) e o tema foi colocado em discussão.

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O culto ecumênico teve a participação de um padre e um pastor e reuniu dezenas de policias. Marcílio denunciou que de quatro anos para cá o efetivo policial vem diminuindo e a população aumentando.

“As condições de trabalho para os policiais não são tão boas. Policiais que trabalham nos presídios, por exemplo, trabalham por três horas e têm somente três horas de folga num intervalo de 24 horas, quando o tempo de folga deveria ser maior”.

Outra reclamação feita por Marcílio diz respeito ao número de policiais numa viatura. Ele contou que saem dois policiais num carro, sendo que um deles é o motorista e fica no veículo durante uma abordagem. “Com isso fica somente um policial para fazer abordagens e outras ações, quando na maioria das vezes as ações criminosas são praticadas por mais de um criminoso”.

Ele reivindica ainda que os vidros das viaturas sejam blindados para dar mais segurança aos policiais. “De quatro anos para cá já são 24 agentes de segurança assassinados e isso mostra que a profissão vem ficando mais perigosa com o tempo”, reforçou.

Audiência

O presidente da Asspom adiantou que a categoria pretende enviar um ofício para tentar marcar uma audiência com o governador do Estado, Ricardo Coutinho.

O intuito é levar as reivindicações e dialogar com Ricardo para tentar encontrar maneiras mais práticas e rápidas para melhorar as condições de trabalho dos policiais militares e civis paraibanos.

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