RC faz cobranças e manda secretários 'apertarem cintos'

Governador deixou claro durante reunião o que vai querer da equipe de auxiliares até o fim do mandato: compromisso e dedicação

Gestão | Em 11/01/17 às 19h58, atualizado em 11/01/17 às 20h02 | Por Redação, com Rammom Monte do Correio Online
Assuero Lima/Jornal Correio da Paraíba
Ricardo Coutinho

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) se reuniu com o secretariado nesta quarta-feira (11) na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba, no bairro de Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa. Logo na primeira reunião do ano, segundo apurou o Correio Online, o governador deixou claro o que vai querer da equipe de auxiliares até o fim do mandato: compromisso e dedicação. E a ordem foi apertar os cintos para não comprometer as finanças.

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“Eu quero, e vai te que ser desta forma, que este governo chegue no seu último mês com mesmo afã, compromisso, a mesma vontade do seu primeiro mês. Eu como governador e como comandante do projeto dentro do Estado, eu não admito que tenha alguém dentro do governo que não tenha este mesmo compromisso. Não é porque vai faltar 6 meses para terminar o governo que alguém estará acomodado, a nossa tarefa se encerra no dia 31 de dezembro de 2018 e vamos entregar um estado enxuto, bacana e muito melhor do que quando nós pegamos. Mas para isto é preciso ter animo, fôlego, compromisso e isto não pode faltar dentro do governo. Eu não quero um secretário, um diretor de órgão que não expresse isto. Se por acaso eu perceber, evidentemente que eu peço o cargo na hora, porque não há espaço para isto dentro do governo”, declarou.

Perguntado sobre as eleições de 2018, o governador deixou claro que não pensa nisso neste momento e falou que suas obras falam por si. “Para mim política é a produção de trabalho, eu não dissocio as coisas e acho que a população cada vez dissocia menos isto. Eu ligo uma coisa a outra, eu não me preocupo muito em achar que uma estratégia de dois anos atrás vai influenciar uma eleição daqui a dois anos. Daqui a dois anos, a população vai votar em quem seja melhor para ela. Qual o projeto melhor para o povo. Não adianta fulano se reunir com sicrano, o outro botando a sua maquina partidária, estes arranjos de cúpula, sinceramente pouco interessa. Para mim, o nosso capital é exatamente a nossa produção, nosso trabalho, nossa capacidade de organizar o povo, dar poder ao povo, esclarecimento e fazer com que o dinheiro do povo volte para o povo. As coisas mudaram muito. O dinheiro do povo é muito mais respeitado. Ninguém vai querer retrocesso, por isto tenho uma compreensão muito clara. Eleições vão vir depois, eu não me preocupo com eleição agora”, finalizou.

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