Lira em campanha

Para quem esteve duas décadas afastado da política, só tendo retornado há dois anos, e com contagem regressiva para as eleições de 2018, é uma vitrine poderosa

Mais política | Em 11/01/17 às 12h06, atualizado em 11/01/17 às 16h00 | Por Lena Guimarães

Só o desgastado, mas ainda poderoso Renan Calheiros, pode atrapalhar os planos de Raimundo Lira de conquistar a liderança do PMDB no Senado. Deixando a Presidência da Casa, o alagoano estaria avaliando também a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e um ministério. Se não exigir o comando da bancada, as chances do paraibano são grandes.

Raimundo Lira é pragmático. Economista por formação e empresário de sucesso, não entraria numa disputa apenas para competir. Significa que avaliou bem o cenário, os concorrentes e o risco de desgaste antes de iniciar a campanha que faz, de forma aberta, para suceder o cearense Eunicio Oliveira, de quem é forte cabo eleitoral para a Presidência do Senado.

Com 19 senadores, o PMDB é o dono da maior bancada no Senado e por isso indica seu presidente. Lira, mesmo na Paraíba, está conversando diariamente com seus eleitores e com os de Eunício Oliveira (são 62 os filiados a outros partidos), e no dia 23 retorna a Brasília para intensificar os contatos.

Ele conta que já conseguiu o apoio de pelo menos dois senadores que estavam cotados para a liderança: Simone Tebet (MS) e Waldemir Moka (MS). Eles teriam garantido que não serão concorrentes e manifestaram apoio à sua candidatura.

Por isso, resta Renan Calheiros entre Lira e a liderança. Ele garante que não levará a pretensão adiante a qualquer custo, ou ao custo de dividir a bancada. Esse discurso sensibiliza. A seu favor também conta o fato de ter a ficha limpa - nenhum processo no STF ou qualquer citação na Lava Jato. Já Renan, é réu e tem mais 11 inquéritos em análise.

Se for o escolhido, Lira vai repetir dois outros paraibanos, Humberto Lucena e Ney Suassuna, que também ocuparam a posição. Liderar a maior bancada não é pouca coisa. Sendo o partido do presidente da República, ainda é mais significativo. E não podemos esquecer que o líder é quem indica os nomes para as comissões.

Para quem esteve duas décadas afastado da política, só tendo retornado há dois anos, e com contagem regressiva para as eleições de 2018, é uma vitrine poderosa.

TORPEDO

Quero agradecer a Deus pelo livramento! Tenho pedido constantemente ao Governo do Estado em nome dos paraibanos, que priorize a segurança pública. Tenho pedido pelos filhos e filhas dos paraibanos. Como cidadã, hoje também peço pelos meus.

Da deputada Daniella Ribeiro, sobre o assalto ao filho Lucas e amigos, por bandidos armados, em Campina. Ela e o marido já foram vítimas.

Emoção...

Ecliton Monteiro, que está diariamente na Câmara para bem informar os ouvintes do Correio Debate e Balanço Geral, testemunha que nunca viu posse mais concorrida e emocionante do que a de Helena Holanda, ontem.

... e prestígio

Helena Holanda, que há 45 anos desenvolve trabalho com deficientes, ficou na 1ª suplência. Com a ida de Durval Ferreira (PP) para a PMJP, ganhou a vaga. Em pleno recesso, 15 vereadores participaram da posse.

Objetivo

Palavras de Helena: “Acho que é a oportunidade que Deus e o povo me dão para que possamos fazer mais do que eu faço há 45 anos. Nem que seja por um dia a gente pode tomar posições que podem mudar muita coisa”.

Vaga garantida

Ricardo Coutinho nomeou o deputado Buba Germano para a Secretaria de Desenvolvimento e Articulação Municipal. Com isso, Ricardo Barbosa poderá voltar à Assembleia sem desalojar o suplente Raoni Mendes.

ZIGUE-ZAGUE

+ Previsão do senador Lindbergh Farias (PT): “Por mais que a elite econômica deste país queira empurrar Temer, ele não chegará a 2018”. Quer diretas neste 2017.

+ Visão do senador Raimundo Lira (PMDB): “A delação da Odebrecht vai levar o TSE a ampliar investigações. Não vejo eleições antes de outubro de 2018”.

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