PPS retorna para Ricardo

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Somar é muito bom. Melhor ainda quando decorre de uma subtração no campo do adversário. Vale por dois. É menos um lá e mais um para quem pode comemorar. Esse “um” é o PPS do vice-prefeito Nonato Bandeira, que saiu da base do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para apoiar Cida Ramos, que vai enfrentá-lo nas urnas representando o PSB e a base política do governador Ricardo Coutinho.

Foi o primeiro acréscimo real anunciado para a candidatura do PSB, considerando-se que o governo de Ricardo vem sendo apoiado por 12 partidos que não têm candidato a prefeito em João Pessoa e que seguirão sua escolhida, a exemplo do DEM, PDT, PSL, PPL, PRP, PRTB, PTN, PTdoB, PEN, PV, PR e PROS.

Faz parte da estratégia para posicionar Cida Ramos, a substituta de João Azevedo, como candidata competitiva à prefeitura de João Pessoa, mas também é resposta a uma investida de Luciano Cartaxo, que tirou do seu arco de alianças o PCdoB e o PHS, ambos reforçados com filiações de vereadores de sua base e que formam com PSD, PP, SD, PRB, PSDC e PMN a força política para sua reeleição.

No caminho de Cida Ramos e do PSB ainda tem o candidato do PMDB, Manoel Júnior, que foi vice-prefeito de Ricardo e hoje é adversário ferrenho; o jovem deputado Wilson Filho (PTB); e o combativo candidato do PSOL, Victor Hugo.

O apoio do PPS, que perdeu dois de três vereadores que elegeu em 2012, é importante pelos dois políticos na sua vitrine: Nonato Bandeira, que é articulador habilidoso e pode ajudar a definir as estratégias contra Luciano Cartaxo – já listou seus pontos fracos; e o vereador Bruno Farias, o segundo mais votado na Capital, dono de um discurso forte, destemido e bem articulado. Retornam a base após a separação ocorrida em 2012, quando seguiram com Luciano Agra e firmaram aliança com Cartaxo.

Mesmo que Nonato fizesse voto de silêncio – e não fará –, sua condição de vice-prefeito preterido na gestão garante discurso contra Cartaxo. Por isso já começou a ser explorada até por Ricardo Coutinho, que não está livre de sofrer igual ataque de Manoel Júnior ou de Rômulo Gouveia, seu ex-vice-governador e aliado do prefeito.

O clima começou a mudar. E deve ficar bem quente quando o PSDB, o maior partido sem candidato próprio, decidir quem apoiará.

Torpedo

Do ex-senador Roberto Cavalcanti, sobre a crise hídrica em Campina, que levou a bancada paraibana a cobrar urgência na transposição.

O ciclo de chuvas, que não contribuiu para renovar o Boqueirão, já está se despedindo. Se esgota no final do mês. E, mais uma vez, os campinenses terão que voltar os olhos para o Altíssimo. Em 98, Ele nos salvou. Agora, o milagre terá que ser ainda maior.

Juntos pela…

Os senadores José Maranhão, Raimundo Lira e Cássio Cunha Lima, e os deputados Hugo Motta e Pedro Cunha Lima alertaram o ministro Helder Barbalho (Integração) para risco de colapso no abastecimento d’água na Paraíba.

…. transposição

Pediram a conclusão da transposição. No 5° ano de seca, as reservas de água do Estado caíram para 16%, mas a região de Campina, com um milhão de habitantes, tem apenas 9%. E não há água no subsolo.

Gravidade

O ministro entendeu a gravidade do quadro e a urgência reclamada pela bancada paraibana e se comprometeu em acompanhar até as obras de saneamento nas cidades por onde a água vai passar, para garantir prazos.

Repúdio

O deputado Luiz Couto (PT) não assinou o documento dirigido a Michel Temer no qual a bancada pede que priorize conclusão da transposição. Ganhou “voto de repúdio” do vereador João Dantas (PSD) de Campina.

ZIGUE-ZAG

Os números do IBGE mostram que o Nordeste, com 12,8%, tem a maior taxa de desemprego do país. Na Paraíba, apenas 57,3% estão empregados.

Teori Zavascki autorizou investigação da denúncia de Delcídio do Amaral sobre blindagem de empreiteiros na CPI da Petrobras, Vital do Rego e Marco Maia.

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