Prefeito e deputado se envolvem em confus?o na C?mara de Cabedelo

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A Câmara Municipal de Vereadores de Cabedelo, na Grande João Pessoa, foi palco na noite dessa quinta-feira (27) de uma confusão generalizada que por pouco não acabou em agressões físicas. A briga envolveu além dos vereadores, o prefeito da cidade, Leto Viana (PTN) e o deputado estadual Anísio Maia (PT).

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O prefeito e o deputado participaram da sessão especial proposta pelo vereador Eudes Santos (Pros), para tratar dos direitos dos servidores públicos municipais.

Vereadores, um auditor do Tribunal de Contas do estado, o deputado e o prefeito usaram a tribuna da Casa. Na oportunidade, Anísio Maia trouxe para o debate a contratação de 100 assessores especiais do prefeito. Segundo o parlamentar, a prefeitura paga R$ 10 mil a 40 assessores e R$ 5 mil aos 60 restantes.

“Eles ganham o mesmo que um secretário que também tem salário de R$ 10 mil. Enquanto isso uma coordenadora de uma creche recebe R$ 1.800, um coordenador de merenda ganha R$ 1.600, funcionários estão sem receber gratificação. É um absurdo”, disse Anísio Maia.

Ele relatou que a confusão começou quando o prefeito tomou a palavra. Segundo o parlamentar, Leto Viana, na tribuna, começou “a humilhar as pessoas que tinha falado”. “Eu mandei ele falar sério e ele mandou eu me calar. Depois começou a confusão. Algumas pessoas tentaram me agredir, mas foram impedidas”, contou o deputado.

Com o bate-boca, aos guarda-municipais foram chamados para conter a confusão. O presidente da Casa, Lucas Santino, terminou por encerrar a sessão.

O Portal Correio tentou contato com o prefeito Leto Viana, mas as ligações não foram atendidas. A assessoria comunicação divulgou nota esclarecendo os fatos, acusando o deputado de ter “tumultuado a sessão” e negando que tenha havido desrespeito por parte do prefeito. 

Leia a nota na íntegra:

A Secretaria de Comunicação de Cabedelo (Secom) vem a público esclarecer alguns fatos que teriam ocorrido durante sessão especial na Câmara de Vereadores de Cabedelo na noite da última quinta-feira (27). Cabe-nos informar que nenhum integrante da gestão municipal agrediu ou faltou com respeito a parlamentares ou população presente à sessão do parlamento municipal.

O prefeito do município, Leto Viana, foi convidado a participar de uma sessão especial na Câmara de Vereadores para debater a situação dos servidores públicos municipais. Antes do início dos trabalhos, o vereador Eudes Santos (PP), tentou impedir o acesso da equipe de jornalistas da Secom e de outros veículos à Casa do Povo para cumprir a sua função de cobrir os atos da gestão.

Foi o vereador Lucas Santino (PHS), presidente da Casa, quem liberou a presença dos jornalistas. Essa já foi uma tentativa clara de calar a imprensa e impedir que a população tivesse conhecimento do que iria acontecer.

Também compareceu ao debate o deputado estadual Anísio Maia (PT), que aproveitou o espaço para tumultuar o debate com intervenções e provocações. Nem mesmo a fala do prefeito e dos secretários da gestão municipal foi respeitada. Entendemos que aquele é um espaço para que sejam travados debates, mas sem desrespeitar ou cercear o direito a fala de nenhum dos participantes.

Leto Viana tentou levar as explicações, mas foi impedido por um movimento orquestrado pelos parlamentares. Toda essa situação gerou um princípio de tumulto, fazendo com o que o presidente da Câmara desse por encerrada a sessão. Em momento algum, como foi divulgado pelo vereador Eudes, o secretário de Comunicação, Fabrício Magno, agrediu o deputado Anísio Maia. Na verdade, o secretário foi empurrado pelo segurança da Casa ao tentar ir ao encontro do prefeito, que usava a tribuna.

Acreditamos no diálogo como única forma de se solucionar impasses. Não cerceamos o direito a voz de quem quer que seja e estamos dispostos sempre a levar informações e explicações, pois isso faz parte da nossa gestão, que tem como princípio fundamental a prestação de contas e a transparência. Mesmo com esse incidente não deixaremos de cumprir o nosso papel e de irmos à Câmara quantas vezes formos convidados, pois temos respeito àquele poder e ao povo de Cabedelo. 

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