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O prefeito de São Paulo, o tucano João Dória se vestiu de gari e foi limpar a cidade, que deseja “Linda”. O do Rio, Marcelo Crivella (PRB), doou sangue e anunciou projeto para melhorar a Saúde. Na Paraíba, enquanto Romero Rodrigues (Campina Grande) declarou que vai enfrentar a crise com obras, Luciano Cartaxo (João Pessoa) assinou decreto e portarias focando no maior custo da Prefeitura: a folha de pessoal.

O prefeito de João Pessoa demitiu todos os 1.313 comissionados, encerrou os contratos de 16.791 temporários e chamou de volta todos os servidores cedidos a outros órgãos públicos ou entidades, ao custo de R$ 7 milhões/ano à Prefeitura.

As medidas vão permitir o cumprimento da lei que prevê troca anual de 5% dos temporários por concursados, ou seja, o compromisso com a meritocracia, que ao longo do tempo perdeu espaço para os contratos temporários, com tendência a permanente. A meta é que os contratados não ultrapassem 30% do total de servidores.

Também vão permitir que o prefeito substitua os indicados por ex-aliados, sem que possam falar em perseguição política, uma vez que foi geral e a recontratação ocorrerá de forma gradual, a partir da análise das necessidades e de acordo com a realidade fiscal.

Para quem vai estar 2017 na mira dos adversários pela sua condição de potencial candidato ao governo do Estado, foi estratégico, pois, sem alarde, também abre espaços para acomodar os novos aliados.

No que diz respeito aos temporários, os que conseguirem renovar contrato, pela nova lei vão ganhar direitos que não tinham até dezembro de 2016, como as básicas licenças maternidade e paternidade, para casamentos, por falecimento de cônjuge, pais, filhos e irmãos.

Já em Campina Grande, Romero Rodrigues disse que vai perseguir a eficiência para multiplicar as receitas, que sofrem em razão da crise. Na lista das prioridades, relaciona a conclusão do Complexo Aluizio Campos, escola bilíngue, a Cidade do Servidor, novo Hospital da Criança, pavimentação de 400 ruas e geração de empregos.

Como promessas de dois grandes partidos – PSD e PSDB – para 2018, os prefeitos das duas maiores cidades da Paraíba enfrentam em comum o desafio do tempo para consolidar seus projetos.

TORPEDO

A realidade ainda é pior do que imaginávamos. Como não tivemos um processo de transição de governo fica ainda mais complicado de iniciarmos uma administração. O bem público foi saqueado e isso é caso de polícia.

Do prefeito Totó Ribeiro (PSDB), que tomou posse em Curral de Cima à luz de velas. A prefeitura deve mais de R$ 1 milhão a Energisa.

Olho no cofre

O presidente Ruy Carneiro disse que a prioridade dos 36 prefeitos do PSDB é com equilíbrio das contas. Os tucanos vão governar 25% dos paraibanos. Entre as cidades, Campina, Santa Rita, Patos e Guarabira.

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Após escolher equipe qualificada, o novo prefeito de Santa Rita, Emerson Panta nomeou a esposa, a médica Edjane Panta, para a Secretaria de Bem Estar Social. No Brasil atual, nomear parente não é prática aceitável.

O conciliador

Marcos Vinicius, o novo presidente da Câmara da Capital aposta na boa convivência entre governistas – que são maioria – e oposicionistas – donos de 11 dos 27 votos da casa. Diz que “o diálogo vai prevalecer, sempre”.

Sortudos

Antonio Mineral (PSDB) e Jullys Roberto (PMDB) deixam de ser suplentes de deputado, hoje. Graças as posses de José Aldemir e Dinaldinho Wanderley, novos prefeitos de Cajazeiras e Patos, ganharam mandatos.

ZIGUE-ZAGUE

Luciano Cartaxo divulgou mais 15 nomes para 2° governo. A novidade é Diego Tavares, que atuou na campanha, para o IPM. Até agora, nenhum vereador na equipe.

Michel Temer se comprometeu com uma reforma Tributária, muito necessária e temida por alguns governadores e prefeitos, pois mexerá na divisão das receitas.

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