Projeto ‘Acordo Cultural’ é lançado para preservação do Centro Histórico, na Capital

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O Governo do Estado da Paraíba, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), está promovendo o Projeto Acordo Cultural. O objetivo é “pintar” o Centro Histórico de João Pessoa, por intermédio de parcerias com setores da iniciativa privada, que apoiam a ideia pelo sentimento de responsabilidade social. A ação começou esta semana e, inicialmente, contempla os trabalhos de limpeza e preparação dos imóveis, para que seja realizada a pintura das fachadas referentes às edificações que se encontram pichadas no Largo São Frei Pedro Gonçalves, Praça Anthenor Navarro, parte inicial da Rua da Areia e o imóvel da Associação Comercial da Paraíba.

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“Estamos concluindo as parcerias, com os patronos, padrinhos e colaboradores, no sentido de efetivar o projeto”, revelou a diretora executiva do Iphaep, Cassandra Figueiredo. Mas, segundo ela, algumas empresas governamentais e privadas já estão engajadas e participando, ativamente, da primeira etapa do Acordo Cultural: São Braz, Energisa, Armazém Paraíba, Grupo Elizabeth e O Mundo das Tintas.

“Esse trabalho de recuperação da beleza do casario do Centro Histórico da capital paraibana está sendo possível a partir da união do poder público, com setores privados, imprensa, moradores, artistas e grupos organizados. Todos estão imbuídos do mesmo propósito e motivados pelo mesmo desejo: a preservação, valorização e proteção dos bens culturais, reconhecido pela sua importância histórica e social para a nossa cidade”, explicou a diretora do Iphaep. “A ação é mais do que a realização de uma pintura ou retirada de pichações. Ela busca fortalecer o sentimento coletivo de pertencimento, a partir do envolvimento de todos. Com essa união, passarmos a cuidar, ocupar e proteger os espaços públicos da nossa capital”.

Cassandra lembrou que a equipe do Iphaep, efetivamente, elaborou o projeto, “mas o Acordo Cultural é resultado da união de várias mãos”. Já com o Ministério Público da Paraíba, os esforços foram no sentido de que ele chamasse os diversos órgãos públicos para que, posteriormente à ação de pintura, fosse definido um compromisso de responsabilidade, com a participação direta de cada uma das entidades. “E isso se traduz na manutenção e segurança do local e, também, no incentivo e na promoção de atividades culturais permanentes no Centro Histórico de João Pessoa”, revelou a diretora do Instituto do patrimônio estadual. “Nossa proposta é que, a partir do Acordo Cultural, haja a construção de políticas públicas que permaneçam e que tornem ativa e pulsante a área inicial da capital paraibana”.

Os trabalhos foram iniciados no último dia 29 de novembro, com a preparação do ambiente: isolamento dos espaços, instalação de equipamentos (andaimes, lixamento e cobertura da parte pichada). Para execução dos serviços foram cedidos profissionais de pintura de duas grandes construtoras locais, articuladas pelo Sinduscon, pintores da comunidade, alunos da Oficina Escola e reeducandos da Penitenciária Média de Mangabeira. Também os grupos culturais e moradores da área têm se formado, com o objetivo de participar do mutirão, que está aberto a todos que quiserem contribuir.

O próximo domingo (11) será integralmente dedicado às ações para entrega de parte da pintura, no qual o público vai poder, durante todo o dia, desfrutar de várias atrações culturais, gastronômicas e de artesanato. No encerramento do evento, o Iphaep vai homenagear os padrinhos e os colaboradores do Acordo Cultural.

Objetivos – João Pessoa foi fundada em 1585 e é considerada a terceira cidade mais antiga do Brasil. Formada por um conjunto de monumentos que preservam o seu traçado urbano original, a capital paraibana vem sendo tomada, nos últimos tempos, pela ações dos pichadores, que enfeiam a cidade e danificam os bens patrimoniais: em especial as edificações seculares, mas também os bens móveis e integrados, como o Obelisco da Praça da Independência.

“O Projeto Acordo Cultural surgiu da consciência de nosso compromisso com a sociedade e com os princípios de responsabilidade ética para com o patrimônio histórico, artístico e cultural da Paraíba”, disse a diretora do Iphaep. “É desta maneira que a nossa instituição quer incentivar a população a tornar-se guardiã de seu patrimônio, na prática da conservação, preservação e fiscalização dos bens culturais”.

O público-alvo do projeto é formado por uma tríade: os moradores, os comerciantes e os transeuntes do Centro Histórico de João Pessoa. A área, delimitada e tombada pelo Iphaep, contempla, de um lado, o Varadouro ou Cidade Baixa, que fica localizado em torno do Porto do Capim, e, do outro, a Cidade Alta, que se desenvolveu com núcleo residencial e administrativo, ao redor das grandes edificações religiosas da capital paraibana.

A Educação Patrimonial será vista por meio da arte dos grafiteiros de João Pessoa, que irão colorir espaços sugeridos pelo Iphaep e inspirados na temática da importância da preservação do Centro Histórico por todos os moradores da cidade.

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