Projeto prevê oito quebra-mares para conter erosão na barreira, em João Pessoa

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A prefeitura de João Pessoa apresentou nesta sexta-feira (22) o projeto para contenção do processo erosivo na barreira do Cabo Branco. A obra consiste basicamente na execução de oito quebra-mares, proteção do sopé da falésia, drenagem pluvial e pavimentação de vias.

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A alternativa escolhida foi a construção de oito quebra-mares paralelos à costa, totalizando uma extensão de aproximadamente 2.600 metros. Para a execução da primeira etapa do projeto, seriam investidos cerca de R$ 12 milhões, que agora serão reavaliados mediante as condicionantes exigidas pela Sudema.

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Além das iniciativas para amenizar o avanço e a força do mar, o projeto prevê intervenções que tem como objetivo sanar os escoamentos que partem das ruas que estão acima da falésia. Essas vias passarão por obras de drenagem ou de redimensionamento da drenagem já existente, com porte suficiente para atender o aumento dos escoamentos superficiais, decorrente da expansão urbana.

O projeto foi apresentado em audiência pública no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). “O projeto executivo da intervenção já está pronto. Toda parte de drenagem, pavimentação, enrocamento, engorda e quebra-mares está prevista na obra e já existe verba para iniciá-la. Como em toda obra pública, a medida que a obra for avançando, faremos medições do que está sendo feito, para direcionarmos devidamente os investimentos. O que podemos afirmar é que temos boa expectativa com relação a saúde financeira para execução do projeto”, disse a secretária de Planejamento da Capital, Daniella Bandeira. 

Audiência contou com participação de representantes do TCE, Sudema, Ibama, Capitania dos Portos, entre outras entidades

Foto: Audiência contou com participação de representantes do TCE, Sudema, Ibama, Capitania dos Portos, entre outras entidades
Créditos: Divulgação/Secom-JP 

O secretário Cássio Andrade, da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), disse que tudo que está ao alcance da prefeitura já vem sendo executado, como o estado de emergência na área compreendida pela Falésia do Cabo Branco, Praça de Iemanjá até a Praia do Seixas.

“Pavimentamos a via de acesso na avenida Luzinete Formiga para reduzir o impacto causado à barreira. A rota estava sendo utilizada como via de desvio para o tráfego do trecho final da avenida Panorâmica, que foi interditada para reduzir o impacto causado à barreira do Cabo Branco pelo fluxo de veículos na área. O trecho, que antes era utilizado como desvio, tem 1,2 quilômetros de extensão, entre a rua Aderbal Maia Paiva e a avenida Panorâmica.”, destacou.

Para o vice-presidente do TCE-PB, André Carlo Torres Pontes, a ideia da audiência é a conjunção de esforços para conter, do melhor modo possível, o processo erosivo que não ameaça apenas um marco geográfico de importância continental. “Ameaça, também, um fenômeno da natureza essencial à história, à cultura e ao desenvolvimento econômico da Paraíba, em vista de sua importância para o turismo com suas oportunidades de emprego e renda”, observou.

Projeto completo

O primeiro projeto completo de proteção, revitalização e contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado em 11 de março de 2015, pela Prefeitura de João Pessoa.

Naquele dia, foi mostrado um vídeo com imagens em 3D com detalhes da ideia orçada em R$ 70 milhões. Relembre abaixo.

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