Reciclagem e comércio de resíduos pode render até R$ 110 mil a cidades da Paraíba

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Em workshop sobre políticas de resíduos sólidos recicláveis, realizado na semana passada em Itabaiana, no Agreste da Paraíba, a 70 km de João Pessoa, o consultor ambiental e economista da Universidade Federal da Paraíba, Tarcísio Valério da Costa, disse que a cidade que sediou o evento poderia arrecadar até R$ 110.542,50 mensalmente com a venda de resíduos sólidos recicláveis. Para ilustrar essa possibilidade, o encontro apresentou o projeto da Associação dos Catadores de Material Reciclado (Ascamare), de Bonito de Santa Fé, no Sertão da Paraíba, a 493 km da Capital, iniciativa que se tornou exemplo para o Brasil ao ganhar o 1º lugar entre 63 participantes na premiação nacional Cidade Pró-Catador, promovida pela Secretaria-Geral da Presidência da República com ações de inclusão socioeconômica dos beneficiários.

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Durante o workshop, o pesquisador apresentou um estudo segundo o qual diversos municípios paraibanos estão deixando de gerar receita com a venda de resíduos sólidos recicláveis. Além de citar o caso de Itabaiana, também tratou de outros municípios próximos como Remígio, que estaria deixando de arrecadar R$ 86,1 mil; Areia, que deixa de ganhar R$ 103,9 mil; e Pilões, que poderia faturar R$ 30,2 mil mensais.

O estudo do consultor se baseou na estimativa da produção de 1 kg de lixo por dia vendido a R$ 0,50 o quilo. Ele atribui a falta de arrecadação de recursos com a atividade à inexistência de adesão dos municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída em 2010, que prevê uma série de atitudes para melhorar desde a coleta até o destino final dos resíduos sólidos.

Quando se trata do cenário nacional, apenas 14% dos municípios brasileiros implantaram plenamente a coleta seletiva, que vai desde o treinamento dos catadores, ações de educação ambiental, construção de estrutura para a reciclagem dos resíduos sólidos e aquisição de equipamentos utilizados na atividade.

Ainda segundo Tarcísio, 40% dos municípios no Brasil encerraram os lixões e 33,5% concluíram os Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. O consultor da UFPB destacou que para os projetos de reciclagem de resíduos sólidos darem certo é preciso executar um conjunto de ações integradas, a partir do comprometimento do governo municipal.

O economista destacou que reciclar é uma boa oportunidade, tanto para o meio ambiente como para quem recicla. Mas lembrou que as pessoas ainda não atentaram para a iniciativa, pois apenas 55% dos resíduos produzidos são recicláveis e 45% não são aproveitados e o destino infelizmente são os aterros sanitários.

Ele disse que dados do Ipea de 2010 revelam que o potencial da cadeia produtiva de recicláveis pode chegar a gerar uma movimentação financeira de R$ 8 bi com a implantação de políticas públicas para o segmento. “A indústria da confecção, por exemplo, utiliza 32% de pet”, informou.

O workshop sobre resíduos, promovido pelo Governo da Paraíba, por meio do Cooperar e em parceria com o Banco Mundial, é uma forma de promover discussões sobre o assunto para estimular as potencialidades de novos projetos de sustentabilidade e que têm a possibilidade de financiamentos com recursos do PB Rural Sustentável a ser executado mais uma vez com a participação do Banco Mundial nos próximos seis anos na Paraíba.

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