Reparti??es fazem ‘faxin?es’ para combater mosquito da dengue e zika na Para?ba

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Órgãos públicos da Paraíba e do Brasil estão trabalhando em ‘faxinões’ para evitar a presença no mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika, que tem relação com a microcefalia. As ações estão ocorrendo há vários dias, mas foi mais intensa nessa sexta-feira (29).

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‘Faxinão’

A Caixa Econômica Federal informou que verifica a correta acomodação do lixo, a vedação de lixeiras, os cuidados com sacos de lixo, copos de plástico e outros materiais que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito. A Caixa informou também está cuidando para evitar acúmulo de água em floreiras e jardineiras, e se espelhos d’água e fontes estão sendo limpas e cloradas nas suas unidades.

O Banco do Brasil já promove vistorias completas em todas as dependências no país, adotando medidas preventivas imediatas e a inclusão de avaliação periódica específica para identificação de possíveis criadouros. Na Paraíba o Banco do Brasil promoveu, nessa sexta-feira (29), reuniões de conscientização com todos os funcionários e vistoria em todas as unidades do estado.

As ações ocorrem de forma contínua também nos órgãos do Estado. Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Renata Nóbrega, que esteve à frente da operação na sede da Secretaria, é importante estar atento aos detalhes.

“É nos detalhes, naquele copinho descartável, lá na nossa geladeira, que mora o perigo e a gente não faz ideia. As faxinas são não só uma forma de lutarmos contra o mosquito, como também uma maneira de chamar a atenção da população e das instituições públicas do Estado, de diversos segmentos, para participarem desta luta que é de responsabilidade de todo mundo”, concluiu Renata.

Durante o trabalho, os colaboradores observaram e retiraram os possíveis criadouros do mosquito. “A iniciativa de combate ao mosquito começa pela nossa casa, por isso devemos nos unir e contribuir com o governo estadual na tentativa de eliminar o transmissor”, destacou o superintendente da Sudema, João Vicente Machado Sobrinho.

Dicas para evitar a proliferação do mosquito:

– Evitar água parada;

– Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d’água e reservatórios provisórios;

– Limpar periodicamente calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água;

– Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos;

– Não acumular latas, pneus e garrafas;

– Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.

Continuidade das ações

“Esse é um trabalho que estamos fazendo de forma permanente e com isso dando a nossa parcela de contribuição para ajudar a combater as doenças causadas pelo Aedes aegypti, mas é preciso que a população também faça a sua parte, cuidando da sua casa e da sua rua e assim evitar a reprodução e propagação do mosquito”, afirmou Bruno Leandro de Souza, diretor geral do Complexo de Pediatria Arlinda Marques.

De acordo a diretora geral do Clementino Fraga, Adriana Teixeira, foram distribuídos materiais educativo e informativo com a realização do Mutirão de Limpeza. Outra ação foi a realização de palestras para os colaboradores com objetivo de orientar e informar as formas de prevenção das doenças e intensificar a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti no hospital e no seu entorno.

“Quando a água fica muito tempo nestes depósitos e apenas jogamos fora, sem lavar com bucha e sabão, provavelmente, os ovos do mosquito estejam nas bordas e, a partir do momento que voltar a receber água, eles eclodem e o mosquito nasce dentro de nosso trabalho, nossa casa e de qualquer outro lugar onde não haja uma higienização nestes depósitos”, explicou a gerente operacional de Vigilância Ambiental da Paraíba Isabel Fonseca.

A Secretaria Estadual de Educação criou uma comissão responsável pelo Dia da Faxina nas Gerências Regionais de Educação (GRE) com o intuito de orientar as seguintes ações: remover plantas cultivadas em água, plantando-as na terra; eliminar, furar, colocar areia ou substituir por justaposto os pratos que estão sob os vasos e xaxins; ensacar materiais inservíveis e colocar para coleta rotineira do lixo e/ou coleta seletiva; tampar caixa d’água vedando-a totalmente, realizar limpeza de calhas, lajes, ralos e canaletas de drenagem de água; realizar o nivelamento adequado de lajes/calhas que apresentam pontos de acúmulo de água; lavar e escovar bebedouros de animais pelo menos duas vezes por semana; guardar seco e em local coberto: pneus, garrafas, baldes ou qualquer outro recipiente que possa acumular água; realizar limpeza e tratamento de piscinas e tampar adequadamente depósito de armazenamento de água.

Domicílios

Em residências, o Ministério da Saúde informou que, até essa sexta-feira (29), foram registradas 3,4 milhões a mais de vistorias que o levantamento da semana anterior. As visitas já superaram 10,9 milhões de domicílios, o que representa 22,2% dos 49,2 milhões previstos no Brasil, conforme balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, instituída pelo Governo Federal para o enfrentamento ao Aedes e à microcefalia.

Segundo o Ministério da Saúde, 76,68% das residências da Paraíba já receberam ações de combate ao mosquito, o que representa 636.292 dos 829.761 domicílios nas 223 cidades. O estado é o que está mais próximo da meta ser cumprida entre todos os do Brasil.

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