Ricardo Fabião lança seu primeiro disco solo em 15 anos nesta sexta, em JP

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Um dos grandes compositores de João Pessoa, Ricardo Fabião, quebra o jejum de 15 anos ao lançar seu quarto disco solo. ‘Atemporal’ reafirma o talento de Fabião para compor melodias cativantes e letras consistentes em um repertório que viaja por vários momentos da carreira do músico paraibano.

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O CD será lançado oficialmente nesta sexta-feira (23), na Sala Vladimir Carvalho da Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, a partir das 20h30. Com Ricardo (violão e voz), sobem ao palco o mentor desse novo trabalho, o músico e produtor Giulian Cabral (teclados), Adriano Ismael (baixo) e Jorge Rossi (violoncelo).

“De certo modo, eu me transformo em uma pessoa atemporal, vivendo esses ‘tempos’, o tempo todo. É assim que eu vejo o tempo passar: nem linear, nem circular. O tempo simplesmente está”, resume Ricardo, ao falar sobre o conceito do CD, que traz 11 faixas autorais de múltiplos sabores (há rock, folk, xote, samba etc.) e apenas uma regravação.

Sem lançar nada solo desde 2001, Ricardo afirma que nunca deixou de compor. No repertório, há músicas “do século passado”, como ele brinca. O cantor e compositor se refere a canções como ‘Verso e prosa’, composta em 1999, e ‘Presságio’, escrita quando nasceu a filha, Victória, em 2001.

Também há canções recentes, a exemplo de ‘Game over’, que tem parte da letra cantada em francês. “Compus essa música antes dos atentados terroristas na França (em novembro de 2015). Foi uma coincidência danada”, comenta o compositor.

Libelo anti-conflito, a letra teve que ser cantada em francês por uma razão ideológica. “Essa parte da letra ganha um novo significado em francês. É um trecho que diz ‘eu não gosto de você’. Se cantada em português, tem uma conotação mais pessoal, mas em francês, é mais ideológico, tem mais força”, argumenta.

Professor de Literatura, Redação e Língua Portuguesa, Ricardo também investe em outro idioma na faixa ‘Free it for now’, canção folk e acústica em que ele divide os vocais, em inglês, com Robério Jacinto, antigo parceiro do Limousine 58, banda que projetou seus integrantes ao som do sucesso ‘Mistérios’.

A única faixa não autoral do CD é ‘Último desejo’, samba que Noel Rosa lançou em 1938 e que arremata esse passeio atemporal pela vida de Ricardo Fabião. “Como é um disco ‘atemporal’, em que eu junto vários tempos da minha vida, eu recorro a minha infância, ao tempo que meu pai cantava essa música em serestas”, comenta.

O lançamento conta com o patrocínio do Fundo Municipal de Cultural (FMC).

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