Ruthyanna estreia e é a primeira árbitra paraibana a apitar jogo pela CBF

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A árbitra paraibana Ruthyanna, 21 anos, foi a primeira árbitra da Paraíba a comandar um jogo organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na noite dessa quarta-feira (7), na partida entre Botafogo-PB e São Francisco-BA pela Copa do Brasil de Futebol Feminino, ela deu início a sua carreira, sendo a única árbitra no quadro local. Acesse o site Voz da Torcida.

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Além da estreia de uma árbitra no futebol do estado, essa também foi a primeira vez que um trio paraibano de arbitragem, formado apenas por mulheres, foi colocado à disposição para uma partida de futebol. A experiente Adriana Basílio (CBF-1), de 38 anos, e a também estreante em jogos CBF, Flavia Renally Costa (CBF-3), de 24 anos, foram as auxiliares do duelo vencido pelo São Francisco-BA por 1 a 0.

“A partida foi muito bem disputada, como eu já esperava. Sei que dei o meu melhor e isso é o que importa para mim. Essa estreia significa um grande passo para a arbitragem paraibana, pois isso vai abrir as portas para que outras mulheres possam chegar a esse patamar também. Espero que incentive as mulheres. O fato de termos um trio agora só de mulheres engradece o futebol do estado para que mais mulheres possam se interessar na arbitragem. Nós treinamos e estudamos igual aos homens”, esclareceu a Ruthyanna.

Arbitragem feminina

Apesar de ser incomum, a arbitragem feminina existe há décadas no país. Em 1967 Léa Campos foi árbitra de futebol pela Federação Mineira de Futebol. Seu diploma, no entanto, foi bloqueado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) que seguia o decreto-lei nº 3.199, em seu art. 54, de 1941, que dispunha que “às mulheres não se permitirão a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. Com o país estando em plena Ditadura Militar, Léa foi acusada de subversão e, segundo ela, chegou a ser levada por 15 vezes ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

Após muita luta e bastante insistência, Léa conseguiu, em 1971, uma audiência com o ditador da época, Emílio Garrastazu Médici, que pediu para que João Havelange, presidente da CBD e antigo algoz da árbitra, autorizasse a sua participação num torneio mundial de futebol feminino no México. Com a liberação, Léa pôde seguir sua carreira e apitou vários jogos no Brasil e no Mundo.

Na Paraíba, a arbitragem feminina não é rara no futebol de salão. Atualmente duas paraibanas integram o quadro da Fifa: Renata Leite e Alane Jussara. Já no futebol de campo, Ruthyana é a única da Paraíba a integrar os quadros estadual e nacional.

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