Santa Rita está entregue ao caos, sem salários e com lixo nas ruas

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Um colapso. É o que acontece no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa, que está há três meses sem pagar os salários dos servidores. Há uma semana, o Correio Online esteve lá pela primeira vez, ouviu vários funcionários e relatou em detalhes todo o caos vivido na cidade. E, diante do problema, população e servidores se uniram e foram às ruas protestar. Órgãos fiscalizadores também se pronunciaram e decidiram determinar o bloqueio das verbas. Mas nem isso deu jeito.

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Nesta quinta-feira (22), pela segunda vez consecutiva, moradores e agentes de limpeza voltaram a se manifestar jogando lixo na frente da prefeitura, que estava fechada, e da Câmara de Vereadores. A polícia acompanhou a manifestação, que foi pacífica, mas que pode tomar rumos diferentes, caso não haja solução para o problema. Poderes Executivo e Legislativo fecharam as portas.

Um motorista que trabalha na coleta do lixo da cidade e preferiu não se identificar, disse que eles já estavam passando fome e a revolta era grande. “Se piorar a gente vai tocar fogo nessa cidade e tem o apoio dos moradores”. Ele disse que ninguém da administração da prefeitura os chamou para conversar.

O mau cheiro tomou conta da cidade, pois os trabalhadores da área de limpeza urbana, que não recebem os salários há quase três meses, bloquearam com lixo a Rua Juarez Távora, uma das principais da cidade, e impediram a passagem de carros e pedestres. Com o apoio de moradores, eles também despejaram lixo na frente do prédio onde funciona a Câmara de Vereadores.

O funcionário da coleta seletiva do Município, Wellington Leandro dos Santos, disse os protestos vão continuar até que os salários sejam pagos. “Prometeram pagar desde sexta-feira passada e até agora nada. Nós vamos continuar aqui nas ruas e despejando mais lixo que é para eles tomarem vergonha na cara e pagarem o que nos devem. Somos pais de família”, completou.

Um funcionário da limpeza que pediu para não ser identificado garantiu que se os salários fossem pagos a cidade ficaria toda limpa, mas caso isso não aconteça os protestos vão continuar do mesmo jeito “ou até piores”.

Participaram do ato funcionários da coleta, varrição e capinação da prefeitura. Nildo Gomes, que também é servidor da prefeitura, disse que o protesto junta trabalhadores e moradores porque todos estão revoltados. “A pessoa sem comer não trabalha não”.

As autoridades

O prédio da Câmara de Vereadores permaneceu fechado. Apesar das sessões ordinárias acontecerem às terças e quintas-feiras nenhum vereador apareceu.

A prefeitura também estava fechada. O expediente para o público não aconteceu e apenas três secretários se encontravam no prédio, mas não apareceram para dar informações. Os portões foram fechados e os poucos servidores que apareceram não quiseram falar por receio dos protestos.

Policiais do 7ª Batalhão Militar, sediado em Santa Rita, informaram que não houve qualquer confronto ou desordem no local e que entendiam que a reivindicação era por conta de salários em atraso. Eles disseram que a orientação era apenas acompanhar o movimento para manter a ordem.

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