Sem Hesita?

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As manifestações que levaram multidões às ruas em todo o país contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff,os protestos em frente ao Congresso Nacional e as opiniões em redes sociais levaram o Senado Federal a confirmar a prisão de um dos seus integrantes, o senador Delcídio do Amaral.

Foi o medo do povo que inspirou a maioria do Senado. E não é uma ilação sem fundamento. Quase todos os senadores fizeram questão de declarar o voto e justificar que não poderiam ir contra as expectativas dos seus eleitores. A sociedade passou a influenciar o Congresso, rompendo o ciclo no qual acontecia justamente o contrário.

Mesmo tendo uma justificativa forte, com certeza não foi fácil votar pela prisão de um colega que, conforme testemunharam os senadores, é de fácil convivência e muito prestativo. Mas, entre os 59 que confirmaram a decisão do Supremo Tribunal Federal, estavam os três representantes da Paraíba: Cássio Cunha Lima (PSDB), Raimundo Lira e José Maranhão (PMDB).

Nenhum dos paraibanos vacilou. Nenhum se comportou como se temesse o “efeito Orloff”, ou seja, como se pudesse ser a bola da vez em futuro próximo, como foi o caso até do presidente do Senado, Renan Calheiros, que é um dos investigados pela Lava Jato.

Como líder do PSDB, Cássio teve papel relevante ao defender o voto aberto, enfrentando o entendimento de Renan Calheiros, de Jader Barbalho e do líder do PT, Humberto Costa, que diziam estar em jogo “a imagem da instituição”. E estava mesmo. Foi salva pelos que reconheceram que, diante da gravidade da situação, a transparência era essencial.

Se foi difícil para Cássio, que é opositor, com certeza foi muito mais para José Maranhão e Raimundo Lira, que integram a bancada governista e vinham convivendo com Delcídio do Amaral como interlocutor do governo Dilma Rousseff.

Explicando seu voto, Maranhão disse que na condição de Juiz,“temos que julgar de maneira correta, independente” e que o certo era referendar a decisão do STF.

A Paraíba votou com independência e em sintonia com o povo, que sonha em ver essa novela da corrupção chegar ao fim, no estilo dos “Dez Mandamentos”, com o bem prevalecendo.

TORPEDO

“Se a Mesa Diretora não fizer a comunicação oficial ao Conselho de Ética, os partidos de oposição haverão de se reunir e farão a notificação ao Conselho de Ética para tomar providências em relação ao mandato do senador”.

Do líder do PSDB, Cássio Cunha Lima, sobre a abertura de processo contra o senador Delcídio do Amaral.

Clima quente

Houve bate-boca entre Ricardo Barbosa e Tovar Correia Lima, e anúncio de ação para anulação da sessão que aprovou requerimento da PEC do TCM, mas os governistas relevam. Já contam com votos para criar o órgão.

Avaliação

Nas contas dos defensores do TCM, já têm os 22 votos que o Regimento Interno exige para aprovação de PEC. Mas não descartam o retorno do deputado licenciado Lindolfo Pires à Assembleia, para maior segurança.

Três folhas

Normalmente não seria notícia, mas em ano de crise grave, pagar salários em dia é um feito. E o prefeito Luciano Cartaxo confirmou que vai pagar novembro, dezembro e o 13° até 31 de dezembro. Serão R$ 171 milhões.

Ajuste

“João Pessoa vem fazendo o dever de casa. Reduziu despesas e buscou alternativas concretas para enfrentar a crise sem o aumento de impostos, a exemplo do que ocorreu com o Mutirão Fiscal”, comemorou Cartaxo.

ZIGUE-ZAGUE

  • O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em correspondência oficial, parabenizou o TJPB pelo cumprimento total da Meta 2 do CNJ, neste ano de 2015.
  • A Meta prevê julgamento dos processos distribuídos até 2012. A juiza Anna Carla Falcão é a coordenadora no TJPB, que atingiu 102,65% do esperado, até outubro.

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