Senado e C?mara criticam ataques a pol?ticos brasileiros na Venezuela

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (18) uma moção de repúdio aos atos de protesto contra a delegação brasileira de senadores que foi à Venezuela para verificar as condições dos opositores ao governo venezuelano presos naquele país. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB da Paraíba) estava na comitiva.

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Além da posição da Cânara, o presidente do Senado, Renan Calheiros, também anunciou nesta quinta-feira (18), em Plenário, que vai cobrar uma reação altiva do governo quanto aos gestos de intolerância narrados por uma comitiva de senadores brasileiros que se encontra em Caracas para visita a políticos da oposição detidos pelo regime do presidente Nicolás Maduro.

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Renan disse que “qualquer agressão à nossa delegação é uma agressão ao Legislativo”. Segundo ele, o ministro de Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, lhe disse, por telefone, que há informações de que estava havendo a transferência de um preso político, onde decorreu a manifestação. “Mas nada disso importa muito. O que importa é o clima de agressão, de intimidação, de ofensa, e eu vou cobrar do governo brasileiro que tenha uma reação altiva. A democracia hoje não tem mais como conviver com essas coisas”, comentou Renan.

Imediatamente após a denúncia das agressões, senadores se manifestaram no plenário em solidariedade aos colegas e cobraram a posição brasileira do governo brasileiro sobre o caso. “Eu acredito que mesmo os defensores nessa casa do regime venezuelano se sentem constrangidos”, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS).

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) classificou de “absurdo” o episódio, mas lembrou que a presidenta Dilma Rousseff tem sido alvo de manifestações de hostilidade por setores da sociedade brasileira que pedem, inclusive, a volta do regime militar. “Eles estão vivendo na Venezuela, o que a nossa presidente da República vive aqui no Brasil”, disse. “É simplesmente terrível o que aconteceu lá, como tem sido horrível o que tem acontecido aqui, com uma incompreensível alegria de setores da oposição. É um absurdo o que aconteceu lá, mas que sirva de exemplo para aqueles que elogiam aqueles que incentivam barbaridades semelhantes aqui no Brasil”, disse.

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o que houve foi um “atentado à democracia”. Ele reclamou da atuação do embaixador brasileiro na Venezuela, que não teria dado o devido apoio aos parlamentares. “Ao que se sabe, o próprio embaixador que recebeu os parlamentares no aeroporto, em seguida, se retirou, se afastou; não se encontra ao lado dos senadores neste momento. Portanto, a intervenção do nosso governo, do governo do Brasil, é fundamental nesta hora”, disse.

Mercosul

O deputado Celso Russomanno (PRB-SP), por sua vez, lembrou que a entrada da Venezuela no Mercosul foi condicionada à autorização para que os países membros pudessem fiscalizar o exercício da democracia naquele país.

“A garantia de parlamentares brasileiros é o mínimo que se pode exigir. Por lá, as coisas acontecem de maneira orquestrada. Certamente para que os parlamentares não tivessem êxito no que foram fazer lá”, disse.

A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), destacou que é clara a luta político-ideológica que está estabelecida no Plenário. “A informação sobre esse caso ainda está nebulosa. Não sei se foi marcada ou se não foi marcada [a viagem]. Se a Venezuela sabia da visita. Não sei como o processo se deu. Não devemos nos meter no processo de luta política que está lá. Queria ver como seria a visita a uma cadeia americana sem avisar”, indagou.

“Como se trata de parlamentares brasileiros, nós concordamos em votar a moção, mas isso não retira de nós a demarcação clara de defesa da autonomia da Venezuela”, disse a deputada.

O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) leu a nota publicada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre o ocorrido na Venezuela. “As democracias verdadeiras não admitem conviver com as manifestações incivilizadas e medievais. Elas precisam ser combatidas energicamente para que não se reproduzam”, diz a nota.

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