Suspeito de terrorismo preso em JP era “problemático”, dizem religiosos

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Antônio (Ahmed) Andrade dos Santos Júnior, que foi preso em João Pessoa durante a operação antiterrorismo Hashtag, tinha opiniões contraditórias aos princípios religiosos do islamismo. “O Islã prega a paz. A gente não aceitava as ideias dele. Então a gente não dava muita atenção a ele e por isso vinha muito pouco aqui”, disse Soraya Vilar, ao Correio Online, uma das seguidoras da religião muçulmana, na Mussala, em João Pessoa. Os religiosos consideram o homem detido como “problemático” e que queria impor seus pensamentos.

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Na mesquita em João Pessoa, que funciona no Bairro dos Estados, Soraya Vilar, que se ‘reverteu’ (como eles falam) há três anos ao islamismo, contou que desde o dia da prisão de Antonio Andrade muitas pessoas, principalmente onde trabalha, a procuram para saber quem era o homem. Ela informou que o conhecia e que ele chegou a visitar a mesquita em festividades da religião (final do Ramadã e no fim do ano lunar) – período quase todos os muçulmanos da Capital participam da festa. “O Islã é pregar a paz. A gente não aceitava as ideias dele. A gente não dava muita atenção a ele e por isso ele vinha muito pouco aqui”, frisou.

O líder da religião na Capital, Victor Peixoto, explicou que a comunidade existe há algum tempo, mas só se concretizou o ex-pastor evangélico, João de Deus, se converteu no Islã e estabeleceu como ponto de encontro dos muçulmanos, uma casa que se tornou mesquita, um centro Islâmico no Bairro dos Estados.

Ele explicou que a função primeiramente é atender a comunidade muçulmana com as obrigações religiosas (cinco orações diárias, estudos da religião e prática da caridade). “Nossas atividades são sociais, normais. Recebemos as pessoas que querem tirar dúvidas, sobre a religião – muçulmanos e não muçulmanos”, completou, destacando que todo homem acima de sete anos e com consciência mental deve cumprir com essas obrigações.

Para os muçulmanos, a sexta-feira é um dia sagrado do Islã. Nessa data eles fazem uma oração especial que é substituída a do meio-dia – é um sermão sobre algum tema necessário a ser tratado na comunidade.

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