Suspenso processo de suspeito de participar de chacina de família na Espanha

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Segundo a defesa de Marvin Henriques, o processo em que ele responde como réu pelo homicídio de Marcos Campos, está suspenso até que ele realize um exame de sanidade mental. A prisão domiciliar está mantida, mas, ele não será chamado pela Justiça para audiências. O pedido foi feito pelo Ministério Público e deve ser realizado somente no ano que vem, quando o estudante planeja retomar os estudos e se preparar para o Enem. Marvin passou 32 dias preso na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1).

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Segundo o superintendente da Polícia Civil, Marcos Paulo Vilela, o caso agora está nas mãos da Justiça. “O inquérito foi concluído e a polícia não tem mais nada a ver com o caso. Ele foi indiciado pelo homicídio de Marcos e a denúncia foi feita pela promotoria do Ministério Público da Paraíba. O inquérito já está no Judiciário”, informou.

O advogado de defesa de Marvin, Sheyner asfora, acredita que o exame de sanidade deve demorar pelo menos dois meses para ser realizado e que o resultado não deve alterar muita coisa no caso. Marvin alega saúde mental e não quer utilizar a insanidade como um subterfúgio para evitar a pena. “Não está marcado ainda, acredito que só lá para janeiro ou fevereiro, depende da demanda da perícia. Uma entrevista com um psiquiatra forense, dará o diagnóstico. O MP requereu para que não reste nenhuma dúvida, se ele é imputável ou inimputável. Enquanto isso, o processo não tramita, não vai ser citado para responder a ação, não segue o rito normal, não é realizada audiência, nem a defesa técnica”, explicou.

Fica mais em casa

A prisão domiciliar não impede que Marvin saia de casa. Mas, ele deve se recolher das 22h às 6h. Para o advogado, o monitoramento eletrônico com a tornozeleira é mais seguro para o estudante, que pensa em retomar os estudos. “Nesses primeiros dias ele está mais em casa, com a família, não está saindo, está se resguardando. Acredito que ainda ficaram algumas pendências de escola, que ele retomará ano que vem e se preparará para o Enem. No presídio ele não sofreu nenhuma agressão ou ameaça, porque ficou em cela separada”, indicou Sheyner.

Marvin Henriques responderá pela participação no homicídio de Marcos Campos, mas, não foi indiciado pela ocultação dos cadáveres da esposa e as duas crianças. A Justiça considera que ele orientou Patrick Gouveia a esconder os corpos, fugir do local e deu dicas para que o amigo completasse a chacina. No inquérito apurado pela Polícia Federal, sua participação foi descartada. Isso será usado pela defesa. “Não vincula nada, mas, é um elemento que deve ser levado em consideração”, apontou o advogado.

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