Tartarugas que correm risco de extin??o s?o resgatadas no Litoral paraibano

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O Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) está contribuindo para tentar salvar a vida de duas tartarugas marinhas. Desde a semana passada, técnicos do parque estão tratando de duas tartarugas verdes, espécies que correm risco de extinção no Brasil e que foram encontradas bastante debilitadas na praia do Bessa, na Capital, e em Mamanguape, Litoral Norte paraibano.

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Os animais, um macho e uma fêmea, foram entregues pela Polícia Ambiental, depois de terem sido resgatadas pela Organização Não Governamental Guajiru e pela Reserva Biológica Guaribas (Rebios). Esta é a segunda vez que a equipe técnica da Bica atua no salvamento de tartarugas marinhas.

Thiago Nery, médico veterinário do Parque Arruda Câmara, explica que, geralmente, quando esses animais são encontrados, já estão há bastante tempo à deriva e com a saúde debilitada pela ingestão de lixo nas praias. Essa condição, além do risco de intoxicar o animal, compromete a sua função intestinal e faz com que fiquem boiando, sem conseguir submergir, expostos à incidência de Sol que pode lhes ser fatal.

“Se não for feita a terapia correta, o animal morre. Então tivemos que forçar a alimentação por meio de sondas, administrar antibióticos, antitóxicos e outra série de medicamentos. Por causa dessa suspeita, também fazermos lavagens intestinais para estimulá-las a regurgitar o material estranho”, afirmou.

O casal de tartarugas está sendo tratado em um setor do parque isolado de visitação pública. As tartarugas ficam acondicionadas numa caixa d’água, abastecida por garrafões de água trazida do mar.

Além do médico veterinário Thiago Nery, estão mobilizados na reabilitação dos répteis estagiários dos cursos de Biologia, Ecologia, Medicina Veterinária e Zootecnia, além de toda a equipe da Bica.

Cuidados veterinários

Para Jair Azevedo, diretor do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica é uma instituição que tem um dever a cumprir dentro das metas estabelecidas de desenvolvimentos dos zoológicos.

“O zoológico não é apenas um local que recebe animais selvagens e os coloca dentro de recintos. Aqueles que têm condições de voltar à natureza, a ela voltam. Já no caso das tartarugas marinhas, como não temos lugar para acomodá-las, oferecemos todo o suporte veterinário e devolvemos para o seu hábitat depois de reabilitadas”, explica.

Essa é a segunda vez que a equipe de médicos veterinários se dedica à recuperação de tartarugas marinhas resgatadas. Nery destaca que pelo fato de serem exemplares aquáticos que sobem à superfície para respirar, acabam mais suscetíveis à ingestão de rejeitos. “O tempo de recuperação é indeterminado e depende da evolução do tratamento. Assim que estiverem recuperadas, acionaremos a Polícia Ambiental e acompanharemos o processo de soltura”, espera.

Caso encontre alguma tartaruga no Litoral paraibano, a população deve acionar a Polícia Ambiental. O telefone disponibilizado pela corporação é: 3218-7222.

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