Taxistas pedem lei que pro?ba Uber na PB, enquanto j? h? quem espere o servi

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O Uber é um aplicativo para dispositivos móveis que tem gerado grandes polêmicas em uma parte do país onde já funciona. O serviço online de transporte particular facilita a vida dos passageiros e garante o conforto que os concorrentes podem não ter. Desde que chegou ao Brasil, uma guerra entre motoristas credenciados e taxistas foi formada, por esse serviço ser novo e não regularizado. O Uber não tem previsão para chegar à Paraíba, mas o taxistas paraibanos já querem lei contra o aplicativo no estado, enquanto moradores torcem para que ele funcione em João Pessoa.

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Criado em 2010 e presente em 57 países, o Uber chegou ao Brasil em maio de 2014. Trata-se de um serviço de carro sedã com bancos de couro, motoristas bem vestidos e ar-condicionado sempre ligado; uma espécie de ‘táxi de luxo’ que atualmente trabalha apenas no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG), mas tem causado grande polêmica no país todo. Para ser motorista do serviço, basta se cadastrar no site, ter carteira de habilitação profissional e possuir seguro do veículo.

O aplicativo disponível para smartphones com sistemas operacionais Android e iOS é gratuito. Para usar a ferramenta, basta fazer o download e se cadastrar seguindo os passos ditos no aplicativo. Todas as viagens são pagas através de cartões e por isso um dos critérios para a criação de uma conta na ferramenta é inserir dados de um cartão de crédito ou débito.

Mesmo com pouco tempo no país, o Uber gera preocupação nos taxistas, que são os principais concorrentes. Protestos e confusões estão ocorrendo em todo o Brasil por esse novo serviço não ser regularizado como os táxis. Taxistas argumentam que o aplicativo trabalha de maneira ilegal e clandestina e chegaram a pedir a suspensão dele no Brasil, mas o pedido foi negado pela Justiça.

O que pensam os taxistas de João Pessoa

Nas ruas de João Pessoa, os taxistas já comentam sobre o serviço. Poucos são a favor do aplicativo, como o taxista João Batista, que citou que a concorrência é necessária para a melhoria de qualquer tipo de serviço. Mesmo concordado, ele defende a legalização do Uber.

“Eu não sou contra. Vejo isso como uma forma de melhorar cada vez mais os serviços de táxi. O diferencial do táxi é a fiscalização [frente ao luxo do Uber]. Desde que eles sejam legalizados, não há problemas”, comentou.

Já o taxista Maurício Silva declarou que não é a favor e deixou claro que a maioria dos colegas já cogitaram um possível protesto, caso a Uber chegue à Paraíba. “Se esse Uber chegar por aqui [João Pessoa] vai ter protesto, a gente vai fechar avenida; vai ser igual a São Paulo. Tenho nove anos de profissão; você acha que vou deixar um carro entrar aqui assim e não fazer nada? Se tiver por aqui, com certeza vai ter tumulto.” afirmou, com postura mais radical.

Pessoenses esperam

O estudante de Relações Públicas Gabriel Aron disse que espera ansiosamente pelo Uber em João Pessoa. “Concorrência é fundamental para a melhoria de serviços e/ou produtos. Um setor sem concorrência tende a se acomodar. Os radiativos estão no período de acomodação e o Uber seria uma alternativa de melhoria significativa para os usuários de transporte público. Quanto mais opções, mais melhorias no serviço surgiriam”, afirmou.

Usuário frequente de táxis, Fábio Melo também comentou sobre o assunto. “Na minha opinião, o Uber é uma das melhores coisas que já aconteceu no ramo de transportes em anos; finalmente, concorrência! Não vejo a hora do serviço chegar por aqui [João Pessoa]. Quando o Uber chegar, não planejo mais andar de táxi e a única coisa que me faria mudar de ideia seria se os táxis oferecessem um serviço com qualidade igual ou superior ao Uber”, disse.

Quem usa, recomenda

Erika Aquino contou a experiência com o serviço em Brasília e o porquê de ter trocado o táxi pelo Uber. “Não é só pela balinha e a água, é a educação do motorista, o conforto do carro e principalmente o preço. Uma viagem que é feita da minha casa para o aeroporto custa R$ 70 de táxi e tem taxista que ainda cobra por mala no porta/malas. De Uber, pago R$ 40. O preço conta muito pelo conforto. Eles não reclamam se você for daqui até a esquina, já entre os táxis ainda tem quem se recuse a levar; você não pode escolher o carro que quer andar e eles dirigem na maior imprudência”, comparou.

O que dizem órgãos e entidades na Paraíba

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), em João Pessoa, não se pronunciou sobre o assunto. A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) de Campina Grande falou que ainda não discutiu sobre o aplicativo.

O Sindicato dos Taxistas e Caminhoneiros da Paraíba comentou que já está buscando maneiras legais e com o apoio de deputados paraibanos para que o serviço não chegue ao estado.

O principal foco deles é apenas barrar a chegada do aplicativo na região, sem pensar em futuros protestos. Para o sindicato, a concorrência é totalmente desleal e ilegal, tendo em vista que não são carros legalizados, não pagam impostos como os táxis e não são fiscalizados.

A ‘guerra’ no país

Taxistas da cidade de São Paulo argumentaram que o aplicativo trabalha de maneira ilegal e clandestina e pediram a suspensão do funcionamento, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, vetou a decisão de suspender o serviço em Brasília. 

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) apresentou nessa quarta-feira (12) um projeto de lei que legaliza o transporte Uber em todo o território nacional. O projeto poderá tramitar inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Expansão e funcionamento

O Uber informou que não tem planos para a expansão do serviço no Brasil, ou seja, não há previsão para chegada à Paraíba.

Segundo representantes da empresa, segurança é a prioridade para o Uber em todo o mundo. Do momento em que o usuário pede um motorista até quando ele chega ao destino, a experiência com o Uber foi pensada priorizando a segurança tanto do usuário, quanto do motorista parceiro. O Uber vai sempre além das exigências locais, procurando garantir o máximo de conforto e tranquilidade aos passageiros e motoristas parceiros.

Os motoristas parceiros passam primeiro por uma checagem de antecedentes criminais nas esferas federal e estadual. Além disso, uma empresa parceira independente do Uber faz uma checagem de processos em andamento em todos os Estados. É exigido ainda que os motorista seja profissional, ou seja, deva possuir carteira de motorista com licença para exercer atividade remunerada (EAR).

Todos os documentos dos carros também são checados. É necessário apresentar a Certidão de Registro e Licenciamento do Veículo, Bilhete de DPVAT do ano corrente e apólice de seguro com cobertura APP (Acidentes Pessoais a Passageiros) a partir de R$ 50 mil por passageiro.

Após cada viagem, o motorista parceiro avalia o usuário e o usuário avalia o motorista parceiro. Os motoristas precisam ter média de 4,6 (em uma escala de 1 a 5 estrelas) para continuar na plataforma. O usuário também pode ser desconectado da plataforma se tiver uma média baixa de avaliações, preservando assim a satisfação de todos os envolvidos.

Como não existe nenhum tipo de ingerência ou controle do Uber com relação aos motoristas parceiros, que são totalmente autônomos e livres para exercer as atividades da forma como melhor lhes convém (nas horas e dias que desejam), o número de motoristas cadastrados não indica a quantidade de carros disponíveis para os usuários. A métrica usada para medir a quantidade da oferta é a de tempo de espera, que hoje no Brasil é média de cinco minutos para o UberBLACK.

A empresa acredita que nos benefícios que o direito de escolha tem para a forma como o cidadão se movimenta. Dependendo do dia e da ocasião, uma pessoa pode optar por usar um Uber, uma bicicleta, um transporte público ou qualquer outra forma. O custo pode ser estimado no próprio aplicativo e o trajeto pode ser contestado na hora ou depois pelo aplicativo.

Ao ser questionado sobre as atitudes agressiva de taxistas registradas no Brasil, a empresa declarou: “É inaceitável o uso de violência para impedir o direito de escolha do cidadão, seja ele motorista ou usuário. O Uber reafirma que oferece por meio dos parceiros uma nova modalidade de transporte urbano que complementa a rede pública de transporte. Acreditamos que ideias são à prova de violência e que o cidadão precisa ter garantido o direito de escolha no Brasil”.

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