TCE constata irregularidades de R$ 2,8 milh?es nas contas da Prefeitura de Alhandra

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O relatório de auditoria anual do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) constatou diversas irregularidades nas contas da Prefeitura de Alhandra referente ao ano de 2013. Entre elas estão 31 despesas sem licitações no valor de R$ 2.893.614,05. Além das licitações, a auditoria também constatou que foram abertos créditos suplementares sem prévia autorização legislativa no montante de R$ 153.102,92 e deixou de recolher contribuições previdenciárias no valor de R$ 140.774,06.

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Além das falhas apontadas pela auditoria, o Tribunal de Contas também investiga denúncias contra o prefeito Marcelo Rodrigues sobre irregularidades de despesas no valor de R$ 15.105,00, empenhados sem o devido processo licitatório referente a aquisições de refeições para segurança de bandas. A auditoria do TCE-PB constatou que a denúncia é procedente e os gastos encontram-se entre as despesas sem o devido procedimento de licitação.

Outro ponto questionado pelo TCE-PB foi o pagamento feito pela Prefeitura a União Brasileira de Apoio aos Municípios (Ubam) a título de contratação associativa no exercício de 2013. O tribunal questionou a forma de pagamento de maneira errada na condição de associado quando deveria ser nos termos da Lei de Licitações e Contratos Públicos.

No relatório elaborado pelo Tribunal de Contas, os auditores constataram durante diligência que a Prefeitura de Alhandra também concedeu auxílio a pessoa física em desacordo com a Lei 101/2000. De acordo com eles, a despesa realizada refere-se ao pagamento de patrocínio da quadrilha junina Asa Branca do município no valor de R$ 4.500,00.

A auditoria também sugere que seja verificado a compra de 16 terrenos adquiridos mediante despensa de licitação, foram destinados aos fins específicos. Foram comprados dois lotes de terrenos medindo 10 metros de frente por 20 de comprimento, totalizando 400 metros quadrados no loteamento Nossa Senhora da Assunção, para construção de posto médico do PSF. De acordo com o laudo custou aos cofres da Prefeitura o valor de R$ 50 mil. Outro no valor de R$ 5 mil para passagem de tubulação.

Também consta a compra de mais 12 lotes no valor de R$ 216 mil para construção de uma creche comunitária e outro terreno medindo sete metros que, segundo informou a Prefeitura, será utilizado para construção de uma escola. A auditoria sugere que na prestação de contas de 2014 o TCE-PB verifique se os terrenos foram utilizados para as finalidades indicadas pela gestão municipal.

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