Tiroteio em Campina

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Se não redundar em absolutamente nada, as denúncias do ex-tesoureiro da Prefeitura de Campina Grande, Renan Trajano, já serviram para uma coisa: reacender a até então adormecida e, de certa forma, administrada rivalidade entre o grupo do deputado Veneziano Vital e o clã Cunha Lima.

As revelações de Renan provocaram novo enfrentamento. O ex-prefeito Veneziano atribuiu a fala de Trajano – com quem acumula dissensões desde 2013, quando o ex-tesoureiro começou a sinalizar sua disposição de homem-bomba – a uma operação orquestrada no Palácio do Bispo.

Sem nenhum arrodeio, Veneziano acusa o prefeito Romero Rodrigues e sua assessoria de patrocinar uma campanha difamatória. Qual seria o objetivo? Na verve do deputado, a ação atenderia a meta de desqualificar o peemedebista e alijá-lo da eleição vindoura, como estratégia para evitar um embate direto dos dois.

Romero, por sua vez, aproveitou o gancho das denúncias, transformadas em palco para uma CPI na Câmara, para fundamentar o que já vinha levantando desde o início de sua gestão: os ataques contra a probidade administrativa do governo venezianista, questionado judicialmente em ações da atual Procuradoria do Município.

A cada entrevista, o tucano aumenta o calibre da munição contra Veneziano, que prontamente se defende impondo a tentativa de reduzir toda a artilharia à mera briga política. Alvo, Veneziano não se acuou. Além de ir pra cima dos opositores, saiu da defensiva e antecipou o contato direto com os eleitores, se inclinando ao pleito próximo, o que vinha evitando.

As denúncias de Renan serão dissecadas na CPI do Tesoureiro, já em curso na Câmara, e na Justiça, a quem caberá o juízo técnico ?nal. Independente da sentença futura, elas anteciparam a eleição em Campina e ensaiaram a polarização entre Veneziano e Romero, numa batalha que desembocará na guerra de 2016.

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