Transplante de órgãos aumenta 41,5% na PB, mas metade das famílias ainda não permitem

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A Paraíba realizou no primeiro semestre deste ano 92 transplantes, número 41,5% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram feitos 65 procedimentos. Mesmo assim, a taxa de recusa das famílias em doar órgãos de familiares mortos chega a quase 50% no estado.


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Segundo o Ministério da Saúde, neste ano, 47% das famílias de diagnosticados com morte encefálica recusaram doar os órgãos. O número é menor do que o registrado em 2015, que foi de 62%, mas mostra que mais pessoas poderiam ser salvas caso as doações fossem maiores.


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Para tentar reverter a situação, o Ministério da Saúde lançou a campanha ‘Viver é uma grande conquista. Ajude mais pessoas a serem vencedoras’, na intenção de conscientizar para a doação de órgãos.


País bate recorde de doações

Apenas no primeiro semestre deste ano, o país bateu recorde de doador por milhão da população, com 1.438 doadores, 7,4% a mais que no mesmo período de 2015. Essas doações possibilitaram a realização de 12.091 transplantes entre janeiro e julho, registrando aumento nos procedimentos de órgãos mais complexos, como pulmão, fígado e coração, de 31%, 6% e 7%, respectivamente.

“Um dos nossos principais desafios atualmente é diminuir a taxa de recusas familiares à doação de órgãos. A família brasileira é tipicamente solidária e precisa ser bem informada e acolhida em momentos dolorosos, como a perda de um ente querido. É preciso mostrar que essa perda pode significar a vida de outra pessoa e, por isso, estamos empenhando todos os esforços necessários para capacitar os profissionais responsáveis pela entrevista familiar em busca da autorização para doação de órgãos, de modo a esclarecer todas as dúvidas e reduzir as taxas de recusa”, disse o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo.

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