Trauma recebe 700 vítimas de acidentes de moto por mês; médicos alertam para sequelas

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Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas continuam sendo o principal motivo de atendimento no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Segundo dados do setor de Estatística da unidade hospitalar, foram registrados no primeiro semestre deste ano 3.792 atendimentos, uma média de 700 por mês. Em segundo lugar estão as vítimas de atropelamento, com 485 casos, seguidas pelas de automóvel, com 464 entradas.  Já com relação aos acidentes com bicicleta, os registros apontam para 244 e os referentes a ônibus somam 33, totalizando mais de 5 mil vítimas.

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De acordo com a diretora geral da instituição de saúde, Sabrina Bernardes, mais de 50% dos leitos estão ocupados por esses pacientes. Dentre os traumas ocasionados pelos acidentes de moto, o politraumatismo é o mais recorrente, em seguida está trauma crânio-encefálico (TCE), fraturas no fêmur e clavícula. “Dependendo da gravidade do acidente, a vítima pode ficar internada por meses, adquirir sequelas, ter membros amputados e, em último caso, perder a vida”, explicou.

Sabrina enfatizou que a realidade brasileira mostra que muitos ainda têm o pensamento de achar que a consequência maior de infringir as leis de trânsito é apenas o valor da multa, quando a realidade deveria ser outra, a de entender que desrespeitar as leis de trânsito é colocar a sua vida e a de outras pessoas em risco. “Mesmo com leis mais rígidas, fiscalizações das instituições responsáveis e campanhas de conscientização constantes, os acidentes de trânsito continuam entre as principais causas de morte no País”, relatou.

Conforme pesquisa publicada no Portal do Trânsito Brasileiro, as principais causas de acidentes de trânsito estão ligadas à imprudência do motorista, excesso de velocidade, desrespeito à sinalização, ingestão de bebidas alcoólicas e ultrapassagens indevidas.

Sequelas

O ortopedista do complexo hospitalar, Felipe Sena, falou sobre as sequelas mais frequentes causadas por esses tipos de ocorrências. “As consequências para as vítimas de acidente de moto, automóvel e atropelamento estão relacionadas à fratura, luxação, lesão tendinosa e de nervos e também perda de pele, gerando incapacidade para o trabalho, levando-as ao afastamento por um período de três meses a um ano”, ressaltou.

Além de fraturas, muitos acidentes atingem coluna e cabeça, provocando sérios problemas e até a morte. O neurocirurgião da unidade hospitalar, Emerson Magno, chamou a atenção para complicações graves por causa da falta de uso do capacete. “As lesões mais impactantes são decorrentes da ausência do item de segurança, resultando em traumatismo crânio-encefálico, tornando a vítima paraplégica ou tetraplégica, e ainda pode comprometer a fala e o comportamento”, frisou.

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