Veja discurso e galeria de fotos da posse do novo arcebispo da Paraíba, Dom Delson

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Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz tomou posse como arcebispo da Paraíba, na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, no Centro de João Pessoa. Veja galeria de fotos abaixo. Participaram da cerimônia os arcebispos eméritos Dom José Maria Pires e Dom Aldo de Cillo Pagotto.

Leia também: Veja programação e entenda a posse de Dom Delson

Dom Delson foi acolhido no adro da Catedral pelo Núncio Apostólico, Dom Giovanni d’Aniello, e pelo Administrador Apostólico, Dom Genival Saraiva. A missa continuou sob a presidência do arcebispo empossado, Dom Delson. Por fim, a solenidade terá a palavra do Núncio Apostólico e a Bênção Final.

A Arquidiocese da Paraíba estava vacante desde o dia 6 de julho de 2016, quando o Papa Francisco aceitou o pedido de renúncia de Dom Aldo di Cillo Pagotto. Desde então, ela foi regida pelo Administrador Apostólico Dom Genival Saraiva de França. Por já ser Bispo Emérito, ou seja, Bispo aposentado, Dom Genival não poderia assumir a Arquidiocese.

Antes da nomeação, Dom Delson era Bispo de Campina Grande. Com a nomeação, ele deixou de ser Bispo de Campina Grande, mas continuou à frente da Diocese como Bispo Administrador. Após a posse em João Pessoa, o Clero de Campina Grande vai se reunir para escolher um Administrador Diocesano, que vai ficar à frente da Diocese até que o Papa Francisco escolha um novo titular.


Veja parte da fala de Dom Delson durante a posse neste sábado.

“Vejo a Arquidiocese como um campo maravilhoso de evangelização. O povo paraibano é religioso. Sua tradição de fé cristã católica é rica. Sei da sede de Deus deste povo maravilhoso e não podemos decepcioná-lo. Por isso, venho com grande alegria unir-me a esta gente de fé para juntos percorrermos o caminho de esperança e paz, sob o olhar protetor de Nossa Senhora das Neves. Nossa Senhora sempre nos recorda “que para Deus tudo é possível”. Basta estarmos sintonizados com Ele e obedientes. Nisso reside minha segurança como ser humano e como religioso, padre, bispo e, agora, Arcebispo. Deus é quem me conduz. A Ele toda glória e louvor! A Nossa Senhora das Neves, a Mãe que o Filho de Deus deu à Igreja, consagro meu ministério aqui na Arquidiocese da Paraíba.

O sentimento e as disposições que trago são: estar aqui 24 horas por dia a serviço da Igreja, viver como irmão entre irmãos, ser ponte de fraternidade entre todos, trabalhar pela paz, respeitar as diferenças e apresentar os valores cristãos com sua riqueza e beleza.

Ser irmão para mim não é um “slogan”. É a razão mesma da minha vida. Desde cedo, formado pelos Capuchinhos, entendi a proposição de São Francisco de Assis: “ser irmão de todos e de tudo”. Entendo que estamos como seres humanos muito implicados uns com os outros e com toda a natureza. Somos felizes com os irmãos ou não seremos felizes. Numa linguagem eclesiástica diríamos: “salvamo-nos com os irmãos ou não nos salvamos”. Na relação com as pessoas, não sou de construir barreiras, sou de erguer pontes. Não sou de alimentar medos, sou de semear a paz. Quero sempre o bem de todos. Se eu não puder ajudar, também não atrapalho.

Julgo de grande relevância este encontro com as autoridades federais, estaduais e municipais, representando os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A Igreja é um segmento importante da sociedade. Sua missão é religiosa, diria mesmo: espiritual. No entanto, tem consequências culturais, sociais e políticas. O ser humano religioso tem um quadro referencial de valores evangélicos que orienta sua vida numa prática de amor, justiça e paz. A Igreja se une a todos que trabalham em defesa desses valores e defendem a VIDA. Tudo deve concorrer para que a vida humana seja respeitada e valorizada. Desse modo, uno-me a todas as autoridades que têm este propósito de buscar o bem comum e defender a vida.

Terei grande alegria de me unir aos senhores na construção de uma sociedade mais justa, pacífica e cheia de esperança. Nós não temos direito de tirar a esperança dos mais jovens nem de entristecer os idosos! Sejamos todos semeadores de esperança. A realidade humana já está muito ferida! São muitos os sofrimentos que geram tanta insegurança. O povo espera de nós, autoridades civis e religiosas: gestos, expressões, atos geradores de esperança. E sabemos que as questões maiores da sociedade só podem ser enfrentadas com a união de todos os segmentos: poderes públicos, civis, militares, instituições religiosas, igrejas, clubes de serviço, sociedade organizada, escolas públicas e particulares, meios de comunicação, empresários, trabalhadores e famílias. Unamo-nos e trabalhemos todos pelo bem da nossa gente.” 

O texto completo da fala de Dom Delson pode ser lido aqui.

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