Zika no 1º trimestre da gestação aumenta risco de microcefalia, diz pesquisa na PB

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A microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Essa foi a conclusão do estudo realizado na Paraíba por representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), da Saúde do Estado e do Ministério da Saúde sobre a relação entre o vírus Zika e a microcefalia.


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Os dados foram discutidos durante encontro dos representantes com o governador Ricardo Coutinho, nesta terça-feira (17).

A pesquisa na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo.

A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, afirmou o governador.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Paraíba, entre 1º de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2016, a Paraíba registrou 933 casos de microcefalia, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

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